Prioridade nas Forças Armadas é repor salários

Marinha(Cristina Costa e Silva, texto e foto) A grande questão que se coloca hoje nas Forças Armadas é iniciar o processo de recuperação dos níveis de operação e de manutenção das infraestruturas e de equipamentos.

O vaticínio é de Marcos Perestrello, secretário de Estado da Defesa Nacional, quando questionado pelo “FN” sobre o estado em que encontrou o local de onde saíra em 2009, quando desempenhou as mesmas funções nos executivos de José Sócrates.

A questão que se coloca agora, ainda num cenário de grande exigência orçamental, é encontrarmos os mecanismos que nos permitam recuperar para níveis aceitáveis e dentro dos padrões internacionais a que estamos obrigados, os investimentos que haviam sido feitos nas Forças Armadas.

Este ano, segundo Perestrello, a prioridade é repor os níveis salariais dos militares, anunciada já pelo ministro e ao nível da participação das forças portuguesas no estrangeiro, reforçar a componente para as Forças Nacionais Destacadas, criando por essa via uma exigência maior para as “tropas”, no seu estado de prontidão.

Recusando-se a falar sobre a capacidade de resposta de algumas esquadras da Força Aérea Portuguesa, que fazem com que inclusivamente as tripulações estejam a ficar desqualificadas por falta de horas de voo, o governante clarificou que «neste momento não há grande motivo de preocupação».

Já relativamente aos dois programas que o trouxeram à Madeira – Capitania online e Mar Seguro – da responsabilidade da Autoridade Marítima Nacional, o governante salientou que o que o essencial é que seja garantida a segurança dos homens do mar e das atividades como a pesca, criando mecanismos que envolvam todos os agentes que o utilizam.

Marcos Perestrello é da opinião que os exemplos dados com estes dois programas e o protocolo assinado mais tarde com o SANAS, são exemplo de cooperação entre as entidades envolvidas no mar e «uma forma decisiva de garantirmos a segurança das atividades no mar». Sem ela, afirmou, será difícil criar uma cultura no seu desenvolvimento. Para isso é preciso reativar os programas de construção dos Navios de Patrulha Oceânica e as Lanchas de Fiscalização Costeira que, conforme rematou o secretário de Estado, «estão inscritos na Lei de Programação Militar e essa será, seguramente, cumprida».

 


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