Intercâmbios AFS: o relato de alunas estrangeiras que estudam no Liceu

hanas e amigas
Jovens estrangeiros procuram conhecer a cultura madeirense.

A Intercultura-AFS Portugal é uma Associação que promove intercâmbios de jovens estudantes em Portugal e no estrangeiro, há largos anos. Assim, os jovens têm a oportunidade de ter uma experiência de ensino quer em Portugal, quer no estrangeiro, normalmente durante um ano letivo, alargando assim o seu leque de conhecimentos.

Na Madeira, a Escola Secundária Jaime Moniz é um dos estabelecimentos escolares que acolhe, no presente ano letivo, três alunas estrangeiras, já integradas na dinâmica escolar e cultural madeirense.

É uma aventura para as suas protagonistas: deixam o país de origem, integram-se numa família local, estudam no Liceu Jaime Moniz e vivem a experiência de ensino num mundo completamente diferente do de origem. Com o apoio de pais, professores e demais estudantes, é um autêntico salto para a maturidade, dado com coragem e muita ousadia que transforma por completo a vida destes jovens.

O FN reproduz o testemunho destas estudantes, na primeira pessoa, que retrata bem o que tem sido esta experiência de aprendizagem além fronteiras. Uma testemunho também partilhado pela docente do Liceu, Carla Rodrigues, que ttambém apoia estas alunas.

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Franziska (Alemanha).

Franziska: “Somos mais parecidos…”

“Olá! Chamo-me Franziska e sou natural do sul da Alemanha. A minha cidade chama-se Munique. Há quatro meses que estou na Madeira e vou ficar por aqui por mais sete meses: um ano escolar completo. Um ano noutro país, noutra família, uma escola nova e tudo com outras regras. Faço o intercâmbio com a ajuda deuma organização que se chama “AFS”.

Esta experiência é um desafio para ti próprio e para a família que te recebe. Todos aprendem muitas coisas sobre si mesmos e como se adaptar e assumir um compromisso. Assim, eu tenho a possibilidade de amadurecer.

Um outro aspeto bom é que eu encontrei muitas pessoas de outras nacionalidades: na minha organização, aqui na Madeira e com os outros turistas. O que eu aprendi é que não importa se as pessoas são de outros países ou têm outras religiões, nós todos somos mais parecidos do que pensamos. Tem sido uma boa experiência”.

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Hannah (Bélgica).

Hannah: “Não é fácil mas é enriquecedor”

“Sou a Hannah Soenens, da Bélgica, e neste ano sou uma estudante de intercâmbio. Um ano noutro país, com outros pais, outra comida, outra escola, outra língua. Não é fácil, mas é enriquecedor. Gosto mesmo muito, porque é diferente da Bélgica. Já aprendi muito sobre as pessoas, a cultura e sobre mim mesma. Também aprendi o quão importante o meu ambiente na Bélgica é.

O porquê de ter esta experiência? Porque senti que deveria fazer, que pode ser bom para mim, um ano entre a escola e a faculdade, pois eu já tenho dezoito anos. Um ano, uma outra  vida, com uma outra família…  Acho que não vou ter a possibilidade de fazer isto mais uma vez”.

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Roxana (República Dominicana).

Roxana: “Como era sair da minha zona de conforto…”

“Olá”! Eu sou a Roxana, tenho 16 anos de idade e venho da República Dominicana para fazer um ano de intercâmbio aqui na Madeira, com a AFS.

 Eu tomei a decisão de fazer um intercâmbio, porque queria sentir como era sair da minha zona de conforto, ao que nós estamos acostumados a ver ou a fazer todos os dias. Nestes 4 meses, aqui na Madeira, tenho aprendido uma língua e cultura diferentes da minha, vivo com uma família distinta, mas que me ama como a minha. Tenho conhecido pessoas com diferentes formas de pensar e o mais importante é que cada dia aprendo algo novo sobre mim mesma.

 Um ano fora de casa, fora do meu país não é fácil, mas eu sei que quando voltar vou ser uma pessoa totalmente diferente, porque neste ano vou aprender quem eu sou e o que quero fazer no futuro. Este ano ensinou-me muitas coisas: tem-me ensinado a ver o quão forte sou e o que sou capaz de fazer; tem-me ensinado que as coisas podem ser difíceis, mas não impossíveis e que através de pequenas conquistas é que se chega ao que se quer na vida. Eu acho, sem dúvida alguma, que esta experiência foi a melhor decisão da minha vida”.

Recorde-se que, conforme informa o site da instituição, a  Intercultura–AFS Portugal é uma Associação de Juventude e Voluntariado, sem fins lucrativos. Não tem filiações partidárias, religiosas ou outras e tem estatuto de Instituição de Utilidade Pública.

intercâmbioA Intercultura – AFS faz parte de uma rede internacional representada em 56 países e com sede em Nova Iorque – EUA. Em Portugal, representa ainda a European Federation for Intercultural Learning (EFIL).e é membro do Conselho Nacional de Juventude (CNJ).

Tem como objectivos contribuir para a Paz e Compreensão entre os Povos através de intercâmbios de jovens e famílias, para uma Aprendizagem Intercultural e Educação Global.

Desde 1956 que promove intercâmbios de jovens em Portugal e para o estrangeiro, e a qualidade dos seus programas faz da Intercultura-AFS líder nesta área. A Intercultura – AFS Portugal faz parte do Registo Nacional do Associativismo Jovem, reconhecida pela Secretaria de Estado da Juventude e apoiada pelo Instituto Português da Juventude. A validade dos nossos programas é igualmente reconhecida pelo Ministério da Educação.

Porque acreditamos que o mútuo conhecimento conduz os povos a um respeito recíproco, bem como ao desenvolvimento de uma consciência global, empenhamo-nos na promoção de programas de intercâmbio.

INTER

 


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