
* Com RUI MAROTE
Há cerca de um ano, aquando da finalização das obras na Praça da Autonomia, o Funchal Notícias alertava para a incongruência que era manter as fachadas dos prédios circundantes por recuperar. Ou seja, lavavam a cara, mas os pés e as mãos continuavam sujos.
Recorde-se que, à data, o conselho de administração da Empresa de Eletricidade “se ligou” ao reparo e a empreitada não demorou na Casa da Luz.
Do lado da Ribeira de Santa Luzia, faltava o prédio sob a tutela de Maria Luís Albuquerque, a então ministra das Finanças. Um edifício do tempo do Estado Novo, imponente, sólido, destinado aos serviços alfandegários. Com mais espaços do que funções, o nº 26 do gaveto entre a Avenida do Mar e a Rua 5 de Outubro, ficava assim esquecido nas marcas da passagem do tempo. E nem a sua magnífica entrada de escadaria em pedra escapava aos que, pelo hábito, urgência ou descaramento, ali encontravam zona de conforto para alívios. Local de passagem movimentado, o cheiro a urina e a creolina sempre manchou um dos mais emblemáticos edifícios da cidade. Os alertas sucederam-se por cá, mas não obtiveram eco em Lisboa.
Da parte do Governo Regional estranha-se igualmente o desinteresse por este imóvel de grande potencial. Ao contrário do aconteceu com outros edifícios, a Quinta Vigia nunca encetou conversações com a República para a transferência do prédio. Muitos dos serviços da administração regional poderiam ali ser concentrados, evitando o GR de recorrer ao arrendamento e poupando milhares de euros mensalmente.

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