
‘Vindinós’, uma vídeo-dança de Joana Laranjeira numa co-produção do Dançando com a Diferença e da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia, no Brasil, foi seleccionado e será exibido no próximo sábado, dia 23 de Janeiro às 14h em Miami (19h em Portugal), no ‘Screendance Miami 2016’, nos Estados Unidos da América.
O vídeo promocional de ‘Vindinós’ pode ser visto em:
Já o trailer do SCREENDANCE MIAMI 2016 está disponível em:
Sobre esta produção, o ‘Dançando com a Diferença’ emitiu o seguinte texto: ”
“Nós que se desenlaçam no conto de uma história resignificada pela experiência de três corpos, almas e espíritos que dançam a Vindima!
VINDINÓS é a experiência de cada uma no Contato com o Vinho e com a Vindima: uma manifestação e um produto cultural tão português.
Tocar. Degustar. Cheirar. Olhar. Ouvir…. Sentir. Viagem…. Memórias ativadas. Memórias reconstruídas. Vinho colhido”.
O Pérez Art Museum Miami (PAMM), em Miami, Flórida, às 14h (hora local) acolherá, no próximo sábado, dia 23 de janeiro e no âmbito do Tigertail´s ScreenDance Miami a primeira apresentação do video-dança VINDINÓS, de Joana Laranjeira em parceria com o grupo Dançando com a Diferença, depois da sua estreia.
Recorde-se que a estreia deste trabalho aconteceu no mês de Julho de 2015 em Salvador (Bahia, Brasil).
O Tigertail´s Screendance Miami (http://www.tigertail.org) é um festival produzido pela Tigertail que acontece em diferentes lugares no fim de Janeiro. Oferece workshops para desenvolvimento de habilidades, mesas de discussão e projecções, informa o Dançando com a Diferença. O ScreenDance Miami destaca-se pela presença de coreógrafos e realizadores de cinema nacionais, internacionais, e também aqueles residentes em Miami que trabalham com conceitos novos e inovadores no que diz respeito ao movimento e à dança filmada e televisionada. O festival foi criado para dar apoio a profissionais nesta área de desenvolvimento da dança criada para a câmara e pelo segundo ano consecutivo, o Tigertail fez uma parceria com o prestigioso Cinedans da Holanda.

Na produção do vídeo-dança VINDINÓS a parceria da Associação dos Amigos da Arte Inclusiva-Dançando com a Diferença (AAAIDD) com a autora viabilizou todo o processo de produção, cedência de materiais e profissionais para a captação de imagens e edição do vídeo, co-orientação artística de Henrique Amoedo e ainda através da cedência das intérpretes do grupo Dançando com a Diferença, Bárbara Matos e Joana Caetano que, com Joana Laranjeira, compõem o elenco deste trabalho.
É de salientaar ainda que todo o trabalho de edição e captação de vídeo por Pedro Nóbrega P. e Miguel Rodrigues, além de outros necessários no apoio à produção de Natércia Kuprian da AAAIDD, por Sébastien Freitas, foram realizados por alunos o 12º ano, do Curso Técnico Profissional de Multimédia da Escola Secundária Jaime Moniz durante os seus estágios curriculares no Dançando com a Diferença.
“Na Ilha da Madeira, as Ruínas de São Jorge, o Campo Experimental do Estreito da Calheta, através do apoio do Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira e as Adegas da Madeira Wine Company, através da companhia com o mesmo nome, no Funchal, não só compõem de forma única o colorido cenário desta `pintura dançante´ como provocam a própria dança a acontecer pela configuração e estrutura própria dos seus espaços” referiu Joana Laranjeira, sobre o seu trabalho. Sobre esta parceria com o Dançando com a Diferença, referiu ainda que “era muito claro para mim que teria que trabalhar com pessoas que conseguissem abordar com propriedade o tema em questão. Não era de forma alguma prioritário ter bailarinos que conseguissem executar a movimentação proposta, até porque essa movimentação sofreria alterações com a colaboração deles próprios, mas era prioritário ter intérpretes que conseguissem ativar as suas memórias sobre o tema e dialogar de forma totalmente sintonizada comigo, contando a história de uma Vindima. Pela participação das intérpretes do Dançando com a Diferença num processo de residência artística anterior, com Henrique Amoedo, onde as vindimas foram exploradas, pela minha afinidade com as intérpretes em questão, com a Ilha da Madeira e com o trabalho do Dançando com a Diferença, além de vários outros aspectos que não importa referir neste momento, tive todos os meus anseios correspondidos, vindo a executar o trabalho na Madeira com total apoio dos responsáveis pela Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB)”.
Os estagiários do 12º ano, Pedro Nóbrega P. e Miguel Rodrigues, do Curso Técnico Profissional de Multimédia da Escola Secundária Jaime Moniz, entre maio e junho de 2015, numa troca constante com a criadora, referiram que “puderam colocar em prática parte dos conhecimentos adquiridos na sua formação e ainda exploraram uma linguagem muito específica que é a do vídeo-dança. Ainda houve a colaboração constante do aluno Sébastien Freitas em apoio aos processos de produção liderados, em Portugal, por Natércia Kuprian (do Dançando com a Diferença)”.
Henrique Amoedo a referir a importância desta parceria com a Escola Secundária Jaime Moniz e também com a Fundação Cultural do Estado da Bahia, onde estava a concluir o seu curso a intérprete e criadora Joana Laranjeira, refere: “Ter a oportunidade de criar um espaço colaborativo entre uma aluna de um curso profissional, que mesmo sendo portuguesa está a fazer a sua formação em outro país, com alunos que estão aqui, tão próximos de nós, era uma chance de criarmos ricos momentos de troca e aquisição de conhecimentos para todos e a diferentes níveis. É importante termos a oportunidade de colocar os conhecimentos adquiridos em prática e os alunos da Jaime Moniz durante o seu período de estágio conosco puderam conhecer diferentes vertentes de aplicabilidade do vídeo no quotidiano de uma associação como a nossa, que tem como foco a Dança. Foi mesmo enriquecedor para todos nós e muito bom poder comprovar, na prática a qualidade e força de vontade dos alunos envolvidos. Perceber agora que o resultado deste trabalho começa a ser internacionalmente reconhecido, tanto para nós, quanto para os então alunos – e agora profissionais, já que concluíram os seus cursos – motivo de muito orgulho. Começaram muito bem as suas trajectórias, é o que posso dizer!”.
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