
O grupo parlamentar do Juntos Pelo Povo (JPP) reuniu hoje com o Executivo da Câmara Municipal de Santa Cruz, da mesma cor política, numa reunião que foi classificada como “bastante produtiva”, e na qual os deputados informaram a CMSC sobre os documentos em discussão na Assembleia Regional que dizem respeito ao concelho. Por seu turno, a Câmara deu a conhece a situação em que se encontra do ponto de vista financeiro e quais as suas expectativas para o ano que agora se iniciou, relativamente a investimentos.
Segundo o deputado Paulo Alves, a CMSC está neste momento num processo de negociação com o governo central para ver se consegue ultrapassar uma questão legal no que diz respeito ao recurso à banca. É essa a pretensão da CMSC, para poder pagar os 13 milhões de dívida ao Estado que acumulou.
“Este empréstimo do PAEL nunca foi bem feito, ou nunca foi feito como deveria ter sido, quando era o PSD que estava a liderar a Câmara de Santa Cruz”, disse Paulo Alves.
Assim sendo, o Executivo de Filipe Sousa quer recorrer à banca, porque neste momento a taxa de juros que a banca oferece é inferior à taxa de juro que o Estado está a cobrar. Daí que não faz sentido estar a pagar mais ao Estado, do que se fosse à banca”, defendeu o porta-voz da reunião. “Mas há uma incongruência, uma questão legal que tem de ser superada, que é o próprio Estado não dar oportunidade a que a Câmara Municipal possa recorrer à banca, e esta é uma questão que a própria Câmara está a tentar negociar”.
Outro ponto abordado foram os investimentos que a autarquia quer levar a cabo durante 2016, apesar de estar numa situação financeira desfavorável: “Há uma aposta grande na área social, nomeadamente em ATLs, bolsas de estudo para estudantes universitários, programas de reabilitação de imóveis, etc.”.
Haverá ainda a melhoria de alguns caminhos agrícolas, por administração directa. Será a CMSC que o irá fazer. Abordada ainda foi a questão da contestada ecotaxa, que o JPP entende não dever causar tanto alarido.
“Não creio que as pessoas deixem de visitar o município de Santa Cruz porque terão de pagar mais um euro por noite, no máximo até 5 euros”, referiu Paulo Alves.
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