O homicídio desta semana no Porto Santo trouxe à memória do Funchal Notícias um outro que ocorreu a 21 de Novembro de 2003.
Nessa altura, tal como agora, há três traços em comum: As vítimas eram professoras, o homicídio deu-se em contexto de violência doméstica, no interior da casa.
Em 2003, a vítima foi baleada, em 2016 foi esfaqueada.
Naquela altura, a mulher foi baleada pelo companheiro, um piloto do avião da ‘Air Condor’ que fazia as ligações entre a Madeira e o Porto Santo.
A vítima ainda chegou a ser transportada para o Funchal mas morreu a 24 de Novembro de 2003 no Hospital Central do Funchal.
As idades das vítimas são diferentes (a de 2003 tinha 33 anos e a de agora tinha 61) mas há um outro traço comum entre os dois casos. Ambas não eram naturais da ilha dourada.
A vítima de 2003 era natural de Viseu e a de agora, apesar de ter nascido em Angola, tinha origens em Lisboa.
A idade dos agressores é que não diverge muito. O piloto tinha 38 anos, o agressor de agora tem pouco mais de 40.
As armas do crime são diferentes. Em 2003 a mulher foi ferida na cabeça com uma bala de calibre 22, que entrou na zona da face e ficou alojada no crânio.
A vítima de agora, ao que tudo indica, foi golpeada no pescoço e nos punhos por um objecto cortante.
Recorde-se que o ex-piloto da ‘Aerocondor’ foi condenado pelo Tribunal do Porto Santo a 12 anos de prisão por homicídio simples e a pagar uma indemnização.
A assistente (mãe da vítima) não se conformou e recorreu da decisão para agravar o crime e por entender serem insuficientes os montantes indemnizatórios.
A 12 de Julho de 2005, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) negou provimento ao recurso da assistente na parte criminal mas aumentou o valor da indemnização.
A mãe travou posteriormente outra batalha judicial para que a dor fosse civilmente atenuada.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.




