Supermercados com falta crescente de produtos deixam consumidores alarmados

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Esta é uma imagem de outros países onde faltam os bens essenciais a todos os níveis. Em Portugal não é assim, mas as faltas de produtos começam a dar nas vistas.

(Com Rui Marote) / É um cenário pouco habitual e confrangedor: as prateleiras dos supermercados acusam a falta de uma variedade de produtos, o que era impensável há algum tempo atrás. Há mesmo talhos praticamente encerrados por falta de abastecimento de certas carnes, facto que o Funchal Notícias tem vindo a alertar em edições anteriores.

Na base desta rutura de alguns stocks, que afeta as grandes superfícies da Madeira e esta a alarmar os consumidores da Madeira, Açores e algumas zonas do interior do Continente, está as greves nos portos de Lisboa que tem causado sérios prejuízos ao transporte de mercadorias e abastecimento do comércio.

Também a peixaria, habitualmente farta na oferta, é notória a falta de peixe e até o típico peixe espada preto madeirense desapareceu. Os locais habitualmente reservados à exibição do peixe têm sido substituídos  pelo bacalhau salgado.

Nas demais prateleiras, o mesmo cenário desolador: a cebola está em falta há quatro dias e até o papel higiénico vai desaparecendo. Os funcionários, embaraçados com a situação, procuram responder às muitas perguntas com a resposta possível: “Estamos à espera”.
Ainda assim, as grandes superfícies têm tentado minimizar as faltas transportando a carga via aérea. Mas é uma situação que carece de uma solução estrutural que passa pelo entendimento entre os sindicatos e Governo da República.
O FN apurou que em Coimbra e no Porto, os talhos já não têm carnes brancas, como o frango, o que tem suscitado muita preocupação junto dos clientes.

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