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Os preços dos combustíveis estão a baixar com o valor do petróleo em queda. Não baixam mais por causa dos impostos que têm cada vez mais um peso maior no preço que é pago pelos consumidores nos postos de abastecimento. Chegam a 66% na gasolina. Em cada litro de gasolina, dois terços do que o consumidor paga para abastecer correspondem a impostos. No gasóleo o valor das contribuições para o Estado também supera metade do valor pago, 56% do valor total corresponde ao IVA e ao Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISP).
O valor alto dos impostos no preço final de venda dos combustíveis dilui, assim, grande parte do efeito da correcção de preços nos mercados internacionais. Os impostos traduzem atualmente cerca de 66% do preço do litro da gasolina e rondam os 56% no caso do gasóleo. A este valor temos ainda que adicionar os custos fixos relacionados com as despesas de armazenamento e distribuição, que pesam cerca de 11%, e do biocombustível, com 1%. Feitas as contas, as petrolíferas ficam com pouca margem para poderem alterar os valores que são cobrados aos consumidores finais. A elevada carga fiscal e os custos fixos não dão margem de manobra para assistirmos a uma redução muito grande de preços, garante João Reis, da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro), em entrevista ao Jornal i, no final de Agosto deste ano.
Segundo o Jornal de Negócios, o petróleo que serve de referência a Portugal negoceia na casa nos 36 dólares por barril, e já atingiu o valor mais baixo desde Julho de 2004. A razão desta pressão sobre os preços do petróleo nos mercados internacionais está na especulação de que os produtores do Médio Oriente e dos Estados Unidos vão manter a sua contribuição para o excedente recorde, na crescente disputa por quota de mercado.
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