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Ao longo dos anos Portugal tem demonstrado uma certa falta de competitividade internacional, sendo esta falta uma das razões para tantos problemas nacionais, tais como o decréscimo do crescimento nacional, desemprego, e diminuição dos padrões de vida, entre outros. Neste artigo irei desenvolver o conceito de competitividade, comparar Portugal com outros países e definir os problemas nacionais de competitividade.
Antes de mais, a competitividade de um país é definida pela capacidade deste conseguir competir e interagir no mercado internacional. Um país tem de ser capaz de produzir com os menos custos possíveis de forma eficiente e vender mais barato que os outros competidores internacionais, aumentando desta forma a exportação nacional. A competitividade do país depende, assim, das empresas que se encontram sediadas nele, e da qualidade e eficiência da sua produtividade.
Normalmente, associado à competitividade está o conceito de produtividade, que consiste na produção de bens ou serviços utilizando eficientemente os recursos à sua disposição, ou seja, produzir tudo o que consegue com os recursos disponíveis e evitar desperdícios desnecessários.
Para poder comparar a competitividade dos países entre si, todos os anos sai o relatório de competitividade global, no âmbito do fórum económico mundial. Este relatório compara os países em várias áreas importantes para este conceito, nomeadamente, as instituições e infraestruturas, o ambiente macroeconômico, a saúde e educação primária (ou seja, requisitos básicos), a educação superior e de formação, a eficiência do mercado de bens e do mercado de trabalho, o desenvolvimento do mercado financeiro, tecnologia e o tamanho do mercado (ou seja, potenciadores de eficiência), a sofisticação empresarial e inovação.
Os requisitos básicos são um fator importante porque se estes não estiverem assegurados num país torna-se difícil produzir condições de vida dignas às pessoas quanto mais pessoas e empresas competitivas.
Após estarem assegurados os requisitos básicos, os potenciadores de eficiência acima mencionados são necessários para aumentar o potencial competitivo do país. Sendo assim, é preciso que haja eficiência e flexibilidade no mercado laboral, (de forma as empresas se tornarem eficientes e poderem adaptar a capacidade das pessoas ao nível de trabalho exigido), que o acesso ao financiamento seja garantido não só às grandes empresas como também às pequenas e médias (pois estas também contribuem para gerar emprego), que os impostos não constituem um entrave à eficiência (uma vez que com os custos maiores é difícil produzir eficientemente) e que o acesso à educação superior seja adequada e competitiva a níveis internacionais (uma vez que sem educação de excelência, os empresários de Portugal não passarão de medíocres e não poderão competir internacionalmente com os seus produtos). As empresas também devem ter acesso a tecnologia adequada aos seus objetivos, pois quando tudo o resto está assegurado, não há outro modo de potenciar a eficiência, produtividade e competitividade sem acesso a tecnologia mais recentes e eficazes, tornando possível produzir mais com menos recursos.
Assim sendo, segundo o relatório de competitividade global, Portugal encontra-se extremamente deficitário em áreas como o acesso ao financiamento, estando em 107º no ranking mundial, a eficiência do mercado laboral, estando em 66º, e o ambiente macroeconómico envolvente, 127ª posição. Porém encontra-se melhor nas seguintes áreas, infraestruturas, na posição 23, educação superior e formação, em 26º lugar, acesso a tecnologia, 26º, e inovação, 28º. Ao tudo faz com que Portugal se encontre na 38ª posição no ranking mundial de competitividade 2015/16, que em relação a 2013, representa uma subida 15 posições, sendo esta subida conseguida graças ao melhoramento de diversos fatores importantes, entre eles a eficiência do mercado de bens (subiu mais de 40 posições) e no mercado do trabalho (mais 60).
Na minha opinião, a competitividade é importante para alcançar níveis elevados de emprego e de bem-estar social, assegurando assim o progresso nos padrões de vida dos cidadãos, por isso, o desenvolvimento sustentável da economia nacional tem de passar necessariamente por potenciar a competitividade e produtividade nacional, e para tal Portugal tem de investir mais e melhor na educação, na inovação e na desburocratização de leis que se tornaram obsoletas.
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