
Rui Barreto quer ser um construtor e não um elemento de divisão dentro do CDS-Madeira. O dirigente centrista justificava assim a retirada da sua candidatura à liderança do partido, a favor de Lopes da Fonseca, a quem prometeu total apoio nos próximos dois anos de transição até ao congresso ordinário de 2018.
A decisão de abdicar do cargo não caiu bem junto de alguns congressistas e militantes que se manifestaram desiludidos com a decisão de Barreto, considerado o líder natural e sucessor de José Manuel Rodrigues.
“Compreendo o desapontamento de alguns, mas os partidos precisam de uma fase de reflexão e de paz interna para fazer a suas catarses e reorganizar-se, dando espaço a que encontrem a pessoa certa”, argumentou, sem nunca confirmar se concorrerá à liderança em 2018. “O que posso garantir é que estarei totalmente disponível para ajudar o CDS naquilo que é essencial, que é tornar-se forte, combativo e inteligente. Estou a fazer o meu caminho. Sou novo, tenho tempo”.

Apesar da unidade pretendida ter saído beliscada pelo episódio Ricardo Vieira, Rui Barreto reconheceu que o incidente serviu para clarificar o seu papel dentro do partido. “Desde as eleições de 4 de outubro, vinha sendo acusado de divisionismo e de quebrar compromissos. O que aqui aconteceu veio demonstrar que não era eu a querer dividir o partido”.
O deputado deixou ainda alguns recados para o interior da estrutura, dizendo esperar que os centristas reflitam e tirem ilações sobre os resultados saídos deste XV congresso regional, centrando-se no que é essencial e não em questiúnculas internas. “A sociedade madeirense já o entendeu, resta ao partido fazer o mesmo e encontrar soluções”.
Rui Barreto deverá, nesta fase de transição, suceder a Lopes da Fonseca na liderança do grupo parlamento do CDS-PP à Assembleia Legislativa Regional.
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