
Lopes da Fonseca, o recém-eleito presidente do CDS-PP da Madeira, anunciou esta manhã, no final do XV congresso regional dos populares, que vai propor aos órgãos do seu partido para apoiarem a candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa às presidenciais de 2016.
A decisão será levada no próximo mês à comissão política regional, que se assim o entender ratificar, irá instruir o conselho regional do partido no apoio ao candidato dos social-democratas.
Entre as medidas imediatas, o novo responsável pelos centristas madeirenses vai ainda propor ao grupo parlamentar do CDS-PP, na Assembleia Legislativa Regional, a sua substituição nas funções de líder de bancada por Rui Barreto, uma das figuras que se apresentou a congresso como candidato à sucessão de José Manuel Rodrigues, mas que acabou por retirar-se da corrida em nome da unidade e da pacificação do partido.

O líder parlamentar pedira este sábado apoio para uma terceira via na liderança do partido, assente no consenso, em “pontes de diálogo” e na definição de estratégias que fossem ao encontro das necessidades do eleitorado, assumindo-se como líder de transição até 2018, altura em que apoiaria Rui Barreto à frente dos destinos do partido.
Lopes da Fonseca acabou por ser o protagonista desta XV edição da reunião magna dos centristas regionais ao ter mudado as voltas aos trabalhos agendados, situação que levou ao abandono do congresso por parte de Ricardo Vieira, bastante agastado aliás com o que designou de falta de elegância e transparência.

Os novos órgãos diretivos do CDS-PP da Madeira foram eleitos esta manhã. A única lista candidata à comissão política regional foi a de Lopes da Fonseca que conseguiu recolher 117 dos 140 votos escrutinados, sagrando-se assim presidente dos centristas madeirenses.
As listas afetas ao novo líder conseguiram reunir igualmente o consenso dos congressistas, tendo Isabel Torres sido eleita presidente da Mesa do congresso regional e Nélia Aguiar como responsável pela comissão de fiscalização e disciplina.
Para o conselho regional, houve duas listas a votos, mas novamente a que estava afeta a Lopes da Fonseca saiu vencedora, conseguindo 15 dos 20 mandatos.
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