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Segundo a agência noticiosa Lusa, o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reconheceu a derrota da sua formação política, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), pela primeira vez em 16 anos, nas eleições legislativas de domingo.
“Vimos com a nossa moral, com a nossa ética, reconhecer estes resultados adversos, aceitá-los e dizer à nossa Venezuela que a Constituição e a democracia triunfaram”, afirmou, numa declaração transmitida pela televisão, pouco depois do anúncio oficial dos resultados, que dão uma maioria parlamentar de dois terços à oposição.

Os venezuelanos elegeram, por um período de cinco anos, os 167 legisladores da Assembleia Nacional, controlada pelo socialismo boliviariano iniciado pelo já falecido ex-presidente Hugo Chávez em 1999. No total, 19,5 milhões de venezuelanos foram convocados às urnas.
O presidente do Fórum Penal Venezuelano, Alfredo Romero, declarou ao jornal “El Nacional”que nenhum dos 76 presos políticos do país foi autorizado a votar, embora o direito esteja previsto na Constituição. Romero salientou o caso do líder oposicionista Leopoldo López, que ainda não foi condenado definitivamente, mas ainda assim não lhe foi permitido votar. Segundo a mulher de López, Lilian Tintori, os responsáveis pela custódia de seu marido alegaram que a autorização não havia chegado às suas mãos.

Com a revolta popular devido à escassez de alimentos e de medicamentos, e com uma das piores inflações do mundo, o governo socialista sob o comando de Nicolás Maduro perdeu as eleições.
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