
Fotos: Rui Marote
Cavaco Silva encerrou a sua visita à Madeira com uma intervenção no Salão Nobre do edifício do Governo Regional à Avenida Zarco, na qual procurou dissipar quaisquer preocupações que os madeirenses possam ter relativamente ao futuro da sua economia, na medida em que, conforme afirmou, “a actual crise política ocorre em situações muito mais favoráveis do que aquelas que se verificavam na última que tinha ocorrido, que foi em 2011”. Exaltando as virtudes de Portugal ter-se mostrado cumpridor dos seus compromissos com os credores, o presidente da República garantiu que, por causa dessa atitude, granjeou a confiança de políticos e instituições financeiras internacionais, e beneficia pois de credibilidade nos mercados externos.

Daí o favorável acesso aos mercados do qual, asseverou, Portugal beneficia hoje. Para Cavaco, o futuro é risonho: há um efectivo crescimento da economia, diminuição do desemprego, fenómeno que, reconheceu, afectou muita gente na Madeira mas também em todo o país, e um potencial positivo para a recuperação económica da nação num contexto no qual “há agora uma almofada financeira” substancial, com as reservas existentes nos cofres do Estado, em comparação com 2011, sublinhou.
Quanto à Madeira, mostrou-se impressionado pelo dinamismo internacional das empresas que viu, e exortou a uma maior aproximação às comunidades de emigrantes madeirenses espalhadas por esse mundo fora, tendo em vista o desenvolvimento económico-financeiro da Região.

Após a sua intervenção de encerramento do 7º Roteiro para uma Economia Dinâmica, Cavaco Silva, sempre cercado de enormes medidas de segurança, voltou a entrar no carro oficial para ir do edifício do Governo frente ao Golden Gate até à Assembleia Regional, onde foi simulada uma paragem policial frente à entrada principal, para receber um coro de vaias de dezenas de manifestantes da União dos Sindicatos da Madeira, que o esperavam para se queixarem da sua actuação enquanto presidente da República.



Os manifestantes, no entanto, rapidamente perceberam o logro, e denunciaram-no aos microfones, afirmando que Cavaco Silva mais uma vez não tinha coragem de enfrentar, cara a cara, aqueles que o criticavam, entrando na Assembleia Regional à socapa.
Ali foi recebido pelo presidente do Parlamento, Tranquada Gomes, para um Madeira de Honra, cumprimentando os deputados.

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