Estado de guerra em Paris: mais de 100 civis mortos, 8 terroristas abatidos e dezenas de reféns assassinados

Paris está em estado de luto. Na noite de ontem, os franceses voltaram a cair nas mãos dos extremistas islâmicos, sofrendo tiroteios e explosões que somam neste momento mais de uma centena de mortos. Homens-bomba fizeram-se explodir em locais inesperados, cafés e sala de espetáculos (Bataclan), produzindo um verdadeiro massacre que está a chocar o mundo. Uma tragédia que levou o presidente Hollande a declarar o estado de emergência nacional.

O Estado islâmico reivindicou o massacre, fazendo saber que era a sua resposta às bombas que a França tem deitado sobre a Síria, também matando inocentes.

O atentado, concertado em vários pontos dos arredores de Paris, apanhou de surpresa a cidade luz que se converteu rapidamente na cidade do terror. As sirenes tomaram conta da cidade, os tiros disparados pelos terroristas do alto dos edifícios, com armas de guerra, deram o alarme terrorista, ao mesmo tempo que os corpos rolavam pelo chão; a segurança policial despertava para o terror e agia atordoada, evacuando ruas, protegendo na medida do possível os civis e salvando rapidamente o presidente Hollande que assistia ao jogo França-Alemanha.

Muita confusão, falta de informação, proibida a circulação nas ruas… uma sala de festas com uma centena de reféns quase todos mortos por três terroristas, entretando abatidos pela polícia.

As palavras faltam hoje aos franceses e ao mundo para comentar esta ofensiva do terror islâmico no coração da França. Um atentado que ocorre na sequência de outros, como foi testemunha o massacre no jornal Charlie Hebdo. Isto significa que os terroristas continuam a marcar pontos nos países onde entram e que, apesar da dureza das medidas de segurança, nada nem ninguém está a conseguir controlar o terrorismo islâmico.

O presidente francês promete não dar tréguas ao terrorismo e avisa que vai tomar medidas duras. Obama já se disponibilizou para ajudar. Mas nenhum país está a salvo destas entradas de terroristas que, num ápice, tiram a vida a dezenas e dezenas de civis.

A amplitude da tragédia é de tal ordem que obrigará a mudanças profundas. Já se fala que a França tem de rever urgentemente a livre circulação de cidadãos, o que põe em causa o acordo Schengen.

A União Europeia precisa agora de apresentar ao mundo uma resposta firme ao terrorismo, ao mesmo tempo que as famílias choram as vítimas. Políticas erradas poderão estar a gerar um mundo cada vez mais violento e absurdo.