Transportes aéreos entre continente e Madeira ainda inflamam deputados

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A discussão andou empolgada na Assembleia Legislativa Regional esta manhã, em torno da questão do subsídio de mobilidade, que continua a alimentar tanta polémica. Francisco Nunes, do PSD, fez uma intervenção na qual criticou as criticas constantes da oposição a esta bandeira do governo de Albuquerque, considerando que “estamos incomparavelmente melhor do que no modelo anterior”.
Os madeirenses estão “cada vez mais e melhor servidos”.
Por causa desta opinião, a bancada do PSD tem estado sob fogo dos deputados da oposição, mesmo de Lino Abreu, Rui Barreto e Lopes da Fonseca, do CDS, que admitem que o modelo actual é de facto melhor que o que anteriormente estava em vigor. Porém, apontam-lhe muitos problemas, desde a slegada concertação de preços entre as duas companhias aéreas aos processos de pagamento e de recuperação da comparticipação do estado.
Numa sessão que regista o regresso ao parlamento de José Manuel Coelho (PTP) e José Manuel Rodrigues (CDS), o primeiro destes deputados foi cáustico, ao considerar o acordo conseguido pelo governo regional da Madeira com o governo de Passos Coelho “altamente lesivo dos interesses regionais”.
As empresas aéreas empolam os preços “para a Região pagar”, afirmou. “Entretanto, a RAM não tem dinheiro para a saúde”.
Coelho não teve palavras suficientes para elogiar o acordo que está a ser urdido a nível nacional, e que tudo indica que hoje derrubará o recém-empossado governo de Passos e Portas , avançando para uma alternativa de esquerda no país.
Francisco Nunes respondeu contrapondo que PS, BE, PCP e Verdes têm um inimigo comum, o governo PSD e CDS, mas interesses e agendas distintas e que não convergem. Em última análise, acabarão por prejudicar o país, garantiu. E deu como exemplo as convulsões dos mercados ontem.
Lino Abreu disse, por seu turno, que o CDS reconhece que o regime de subsídio de mobilidade é melhor do que o anterior, foi decalcado do dos Açores, mas mal feito, enfermando de múltiplos defeitos que tardam em ser corrigidos.
As questões relativas ao pagamento com cartão de crédito e ressarcimento a 60 dias “prejudicam os utentes”.
“Há necessidade de rever aspectos do subsídio e de evitar concertação de preços entre as companhias, actualmente a TAP e a Easyjet. Francisco Nunes reconheceu a utilidade da entrada de um novo operador, mas sublinhou que o mesmo está a anunciado para breve: A Everjet.
Pelo caminho ficou uma crítica de vários partidos quanto à falta de soluções para breve na área dos transportes marítimos para o continente e do mesmo para a Madeira.