Os professores de educação física que estavam destacados em clubes e associações há muitos anos, passaram a ter de regressar às respetivas escolas para cumprir pelo menos meio horário. Figuras ilustres da direção desportiva regional pegaram na sebenta e voltaram a sentar-se nas escolas. Uma decisão do novo Governo Regional que faz todo o sentido porque havia abusos, já que ganhavam pelas pelas escolas e pelos clubes, salvo honrosas exceções.
O problema é que as escolas não estavam preparadas para absorver esta mão de obra experiente e valiosa. Vai daí que é ver estes profissionais, sobretudo nas escolas de média dimensão, sentados nas salas de professores a marcarem presença na atualização da conversa, perante o olhar extenuado de colegas com horário completo. O Estepilha sabe que está é uma fase de adaptação e de transição. Mas há que encontrar serviço efetivo para esta malta que certamente se deve sentir entediada porque estava habituada ao trabalho duro e suado a bem do desporto.
O Estepilha compreende que as escolas terão no quadro quase o dobro dos professores que precisariam por razões sociais como evitar i desemprego. Talvez fosse bom ouvir estes profissionais que terão criatividade útil às escolas em matéria desportiva. Não faz sentido pôr professores experientes a ensinar a correr… Mas talvez não fosse também má ideia integrar estes profissionais do desporto nos lares para reabilitar os idosos, nas câmaras, nos hospitais e centros de segurança social que dizem “ande pela sua saúde”.
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