Esclarecimento do PAN sobre a águia vitória

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|*Com AF|

Segundo site do PAN, “as notícias que têm surgido relativamente à águia Vitória não correspondem à verdade nem reflectem com exactidão os comentários que o deputado André Silva prestou à imprensa. Em nenhum momento foi dito que o PAN quer acabar com a águia Vitória. Pelo contrário, foi feito um “apelo” à responsabilização pelo bem-estar não só da águia vitória – que não foi sequer especificamente mencionada nos comentários do PAN –, mas de todos os animais selvagens que estão fora do seu habitat natural.

Apesar de não ser novidade para os portugueses o facto de o partido não se rever na domesticação de animais selvagens e na sua utilização para entretenimento – visto que sempre fez parte do programa eleitoral do PAN –, o que o PAN defendeu vai precisamente de encontro à defesa do bem-estar da águia, uma vez que os animais que são hoje utilizados para fins lúdicos não estão em condições de sobreviver na natureza, nem o país tem ainda políticas que assegurem o acolhimento ou encaminhamento desses animais para refúgios ou centros de recuperação de vida selvagem.

Posto isto, esclarecer que a posição do PAN em relação a este tema foi descontextualizada tendo em vista a abordagem sensacionalista de um assunto que não foi direccionado para um ser ou entidade em particular, mas para uma visão geral do partido sobre a forma como devemos tratar os animais que connosco partilham o planeta.

Reforçar ainda que nem o deputado nem o partido poderiam em algum momento estar contra qualquer animal. Não existindo legislação nacional que defina os requisitos de bem-estar para animais selvagens em cativeiro, caberá a cada entidade tomar consciência sobre o impacto da escolha destes animais como ícones e assegurar-lhes condições de vida dignas da sua natureza, conforme acreditamos que aconteça neste caso específico.

Lamentamos desde já a discussão distorcida que este artigo gerou, reforçando que o PAN não se revê no radicalismo nem no exagero, havendo uma explicação razoável para cada medida que defende. Continuaremos disponíveis para diálogos constructivos, desde que bem intencionados. Já recorremos ao direito de resposta com o meio que originou estas notícias para que sejam rectificadas e correctamente enquadradas.”