“O meu Governo não “deu” o Estádio dos Barreiros ao Marítimo”

alberto-joao-jardim-02Alberto João Jardim põe os pontos nos ‘ii’ em relação a assuntos da actualidade, entre eles a cedência do estádio dos Barreiros ao Marítimo e o facto de ter sido sempre cabeça-de-lista pela Madeira à Assembleia da República.

Eis o artigo de opinião:

“Hoje arranjei tempo e pachorra

Deliciado com esta coisa engraçadíssima de a Madeira, com 250.000 habitantes, ter um número parecido de eleitores (?!…), bem como rindo pelo facto de, apesar do número de habitantes, nas eleições existirem 4.532 candidatos (efectivos e suplentes). Divertido, só hoje arranjei tempo e pachorra para esclarecer chachadas de quem parece ter fixação na minha humilde pessoa.
Dizem-me: “para que lhes ligas?!…”
Respondo: “é a história do quem muito se agacha…”.
Vi referido, com anormal insistência, não ser correcto, no meu tempo de liderança do PSD/Madeira, eu me candidatar à Assembleia da República, ainda que não enganando o eleitorado porque fui sempre claro que, eleito, não ocuparia o cargo. Tratava-se apenas de ASSUMIR solidariedade com o PSD nacional e, então também, com o Primeiro-Ministro social-democrata, ou o candidato a tal.
Se foi “pecado”… olhem, agora comparem os resultados…
Segundo. Os escritos do “looser” Maximiano no “Jornal da Madeira” – mentira que fundado em 2015 – onde indicia patologia o facto de, a despropósito, ter de me enviar sempre “remoques”.
A outra traquinice a esclarecer, é menos importante e nem sequer séria. Ainda que tresande a más influências políticas e frustrações não resolvidas.
O meu Governo não “deu” o Estádio dos Barreiros ao Marítimo. Para poupar nas finanças públicas, cumpriu o seu compromisso de tratar igual os dois Clubes na primeira divisão de futebol, tanto quanto aproximadamente possível e na legalidade comprovada.
É incontestável que o Marítimo e o Nacional desenvolvem um Trabalho socialmente notável, nas instalações de que disfrutam.
O simpático União, que não tem culpa de ser instrumentalizado para fins desatinados, andou dezenas de anos pelas divisões de futebol mais inferiores, ninguém adivinhava nem podia estar à espera deste regresso que se saúda e se deseja definitivo.
Portanto, não pode exigir tratamento igual aos outros dois Clubes referidos, durante esse tempo de ausência. Mas era bom que o Povo soberano soubesse quanto o União, legal e legitimamente, também recebeu sempre do erário público – houve alguns atrasos inevitáveis, mas para todos – já que são problemas internos do Clube, o que efectivamente aconteceu relacionado com campos próprios e com o cumprimento dos contratos referentes a instalações que utilizou.
E não se perderá mais tempo com estas menoridades, não há pachorra para estas “petites choses” de campanário, passem bem!…
Funchal, 6 de Outubro de 2015
Alberto João Jardim”