Ferry? Aviões! TAP! Quem, como e quando…..

Paulo Pita da Silva

Não querendo ser um desmancha prazer da maioria dos meus conterrâneos ilhéus, principalmente os meus amigos Madeirenses, já inicio este escrito com uma certeza, ferry Madeira – Continente, não acontecerá no próximo e atual ciclo económico(7anos). Desculpem os defensores desta linha, não porque não tenham TODA a razão e legitimidade para assim pensar. Aliás tem mais do que razões, entre elas o beneficio da população, as ligações que todos nós como portugueses temos ao mar, e não fossem os “tugas” dos primeiros desbravadores do atlântico, da Europa a Índia e ao Brasil, conquistamos essas águas em naus, com espírito de missão e de amor pela Pátria.

Eu considero, e esta é uma visão propria, que não será neste ciclo económico que poderemos almejar uma ligação anual entre a Madeira e o Continente.

Esta aspiração legitima para é também legitima aos nosso irmãos Açorianos, e a desculpa que estão mais afastados não pode prevalecer, ou existirá continuidade territorial ou não haverá.

Ao se pensar numa linha durante 52 semanas ano, dever-se-á ter em conta múltiplos factores, desde logo o CUSTO – BENEFICIO, operacionalidade, viabilidade, interessados entre outras.

Mais que isto tudo, que Portugal vivemos agora? Já pensamos?

Se não vejamos;

A única empresa capaz de ligar Portugal a um todo, de bandeira nacional está a venda, ou seja a TAP. Ora, se numa época onde a crise, e os sistemas obrigam quase por certo a alienação do Estado numa companhia que deveria ter como uma das obrigações unir o país, discutimos como ilhéus a utopia para breve de uma linha marítima, entre a nossa capital regional e o continente europeu, se Sines, Lisboa ou Porto não me importa.

Numa época em que este governo acabado de ser eleito, fez e bem, (ainda que possa melhorar, e tenham certeza disto: So erra quem trabalha); uma profunda reforma na forma de se viajar do continente as ilhas, com tetos financeiros, ficou por terra a margem de manobra de solicitar a quem que seja uma ligação marítima. Portugal está a 90 minutos de avião, com um custo inferior a 90 euros.

Ora, o Estado é quase obrigado a vender a TAP e vai criar uma empresa, ou subsidiar um armador para 52 semanas ano, ligar o continente à Madeira?

Não é viável.

Quem queira vir para a Madeira, como interessado, quer saber quanto custa a viagem por pax, qual o subsidio que lhe é atribuído; custos da operação, variáveis de suporte logístico, variáveis de navegação, preenchimento de vagas, rentabilidade. Certo estou que ninguém virá obrigado. As empresas visam os lucros, ponto assente.

Será que até hoje algum armador desde 2012 disse ter Real interesse na linha? Eu não ouvi de nenhum.

Por outro lado, o Governo regional tentou diminuir os constrangimentos das viagens, mas as companhia geridas por logaritmos económicos já pegaram nas condições e desde inicio brincam com os dinheiros dos contribuintes, neste sentido terá o Governo Regional e o Governo central, criar sustentação legal, para que a autoridade de concorrência possa atuar, porque pagar de um dia para outro mais de 5 vezes após a entrada em vigor do novo regime é em, abstrato um ato ilegal, se não o é deverá ser “um fio de navalha”.

Não acredito atendendo à nossa conjuntura nacional na criação de uma linha anual entre a nossa ilha e o nosso continente, vendemos a TAP, criamos tectos de viagens de avião, ausência de interessados, fraco comercio interno, custo operacionais elevados, quanto teria de o Estado ter de desembolsar para ter um ferry 52 semanas ?

Milhões, milhões que não temos, que devemos à senhora Troika.

Acredito mais, mas muito mais, numa operação marítima sazonal, com inícios na primavera e final no fim de verão,  por volta de abril até outubro, aquando a maior afluência de famílias, marés mais calmas, sendo certo que este governo tentará trazer já no inicio da próxima primavera esse desejo da maioria da população, não tivesse este tema sido ele próprio um lema da campanha nas ultimas legislativas regionais, hoje totalmente esquecido na campanha da legislativas nacionais o que é manifestamente errado.

Disse.

 

 

 


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.