Principia a azáfama das aulas

Alunos-Exames

E acabaram as férias. Para alunos, professores e encarregados de educação, o dia de hoje marca o fim de uma certa modorra, a do fim do período de Verão em que os filhos estão mais desocupados e é necessário puxar pela imaginação para entretê-los, muitas vezes à custa de um esforço financeiro acrescido que se traduz em ateliers estivais, escolas desportivas e demais variedades.

A partir de hoje, tudo retorna à mesma rotina de sempre, cansativa mas de certo modo tranquilizadora. Os alunos mais cuidadosos já plastificaram os seus cadernos e os seus livros novos, já se fizeram as compras necessárias de material escolar, muitas vezes com grande esforço para as famílias, dado o preço absurdo de tudo o que as diferentes escolas, ou o Ministério da Educação, exigem e, daqui até Junho, será tudo igual: acordar cedo, acordar os filhos, levá-los para a escola e esperar que tenham boas notas e bons colegas e que tudo corra bem até Junho.

As ruas encher-se-ão hoje de jovens excitados com as novas perspectivas, com as novas escolas que vão frequentar ou simplesmente com o facto de reverem os colegas de que gostam, e o trânsito acusará o afluxo próprio da época de começo das aulas.

É a tudo isto, e ao normal funcionamento das instituições, que supervisionará hoje o secretário regional da Educação, Jorge Carvalho, que previsivelmente se deverá deslocar a vários estabelecimentos de ensino da Região. Carvallho participou já, recorde-se, na sessão oficial de abertura do ano lectivo, no passado dia 15 de Setembro, às 11 horas, na Escola Secundária de Francisco Franco.

A ocasião juntou, além dos responsáveis directos pela gestão das escolas, representantes das comunidades educativas, das associações de pais e encarregados de educação e dos sindicatos dos professores.

A oportunidade serviu também para o governante explicar as linhas orientadoras das políticas públicas de educação adoptadas para o mandato do governo.