A candidatura do Bloco de Esquerda realizou uma acção política hoje, junto à zona das Madalenas, de alta densidade de habitrações, para defender a impenhorabilidade da habitação.
Na sequência do programa de austeridade, denunciou o candidato do Bloco, Paulino Ascensão, há muitas pessoas que perdem a sua casa, porque deixaram de ser capazes de a pagar.
Ora, na leitura do BE, “para tapar os buracos da banca, para salvá-los das trafulhices que os banqueiros fizeram, todos nós fomos chamados a contribuir para resolver esse problema, coim os cortes nos salários e com o aumento dos impostos”.
Desde 2008 até ao presente, denunciou Paulino, o Estado já injectou na banca 19 mil milhões de euros.
“Para termos uma ideia, seria suficiente para construir 150 hospitais, conforme o projecto do novo hospital que está preparado aqui para a Madeira”, sublinhou.
Ora, seguindo a sua linha de raciocínio, disse que aos cidadãos tudo foi exigido para salvar a banca, colocando muitos deles em situação desesperada, mas para eles não há ajuda, não há solução.
O BE apresentou ao longo dos anos medidas para resgatar as famílias endividadas, para que não fossem despejadas depois de terem ajudado a salvar a banca. Mas os partidos PSD e PS sistematicamente chumbaram essas propostas.
Paulino Ascensão denuncia o facto de nada menos do que 25 governantes do PSD e PS terem passado pelo BES.
Denunciando uma teia de interesse entre políticos e banqueiros, o BE apelou ao voto no seu partido.
Há situações inaceitáveis, de penhora pelo fisco de casas, mesmo por dívidas irrisórias como menos de 2000 euros.
Há várias soluções, adiantou, uma delas a passagem da habitação para um fundo de investimento, passando as pessoas a serem inquilinas na sua própria casa, eventualmente tendo a opção de recompra quando a sua situação económica melhorar.
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