A confusão das viagens aéreas e dos recibos continua

Balcão Tap Funchal

Rui Marote

As viagens para o continente e o subsídio de mobilidade continuam a dar que falar. Tem sido uma tarefa árdua a das funcionárias do balcão de vendas da TAP, que passam o dia a modificar os recibos emitidos por Lisboa.

No entanto, limitam-se de facto a alterá-los e a enviá-los aos serviços de contabilidade da transportadora, que por sua vez emite factura/recibo descriminado para casa dos compradores ou através de email. O que interessa é que recebam esse documento.

O pior é que para modificar o que tem de ser modificado e tratar de cada cliente, o tempo passa e 15 minutos é a média necessária. Entre a espera e a chamada, há quem espere mais de uma hora.

Conclusão: dizia uma funcionária: desde que entrei até às 11h45 não fiz outra coisa senão alterar recibos, ainda nem vendi uma passagem… E até temos encerrado depois das 18 horas…

Mas os clientes não aceitam facilmente esta situação de espera, e acabam por vezes por descarregar a sua justa frustração nas funcionárias, que, afinal, não têm culpa de nada, e que tem de explicar pormenorizadamente a cada um as razões de todo este imbróglio. A TAP não acompanhou as exigências da nova Portaria e, como tal, terá de alterar o seu software para que na altura em que emite os bilhetes, os clientes possam receber de imediato a factura/recibo.

Outro problema que surge é o de que a nova factura/recibo vem com a data do dia da alteração. Por conseguinte, para quem comprou um bilhete a 2 de Setembro, os dois meses só começam a contar hoje, dia 17 de Setembro. E como tal, vê o seu dinheiro “preso” por dois meses e quinze dias.

É caso para dizer que os madeirenses foram muito bem embrulhados num pacote envenenado…