BE quer Segurança Social mais justa

bloco de esquerda

O Bloco de Esquerda realizou hoje uma iniciativa junto às instalações da Segurança Social na Madeira, na qual chamou a atenção para “algumas mentiras que se tem falado acerca da Segurança Social na Madeira”, nas palavras de Paulino Ascensão.

O candidato disse que a mais antiga delas é a de que os partidos de esquerda queriam cortar as pensões aos idosos.

“Vejamos quem é que anda actualmente a cortar as pensões, e os salários”, ironizou.

Paulino Ascensão disse que a candidatura do PSD visitou recentemente a Segurança Social, tendo manifestado preocupação com a sustentabilidde da mesma. Algo que o candidato considera contraditório, dado que o problema principal foi a perda de “400 mil empregos” nos últimos anos, consequência, considerou, das próprias políticas do PSD. Mas Miguel Albuquerque, acusou, tem-se mostrado solidário com as políticas do PSD ao nível nacional, pelo que os bloquistas se dizem perplexos.

“Então o PSD está preocupado com as consequências das suas próprias políticas?”, questionam.

No entender de Paulino Ascensão, é óbvio que o mais importante são os empregos, pois, para a Segurança Social ser sustentável, é preciso que haja mais gente a descontar para ela.

Outra mentira que anda a ser acenada, criticou, é o “plafonamento’. O PSD, PS e CDS vêm dizer que é preciso que a SS deixe de pagar as pensões mais elevadas.

“Como é que isso poderá acontecer? Deixará de pagar para as pessoas que agora entram no mercado de trabalho poderem ter  oportunidade de receber uma pensão da SS até um tecto máximo, mas isso só vai acontecer daqui a 40 anos. Portanto, pode haver poupança para a SS daqui a 40 anos. E entretanto essas pessoas deixam de descontar já. Ora, nestes 40 anos, enquanto a pessoa começa a trabalhar e até chegar à reforma, há menos receita para a SS, e a despesa mantêm-se. E de onde é que vem o dinheiro para tapar esse buraco? Vai-se emitir dívida, sugeria o PSD. E o que é que se faz a essa verba que deveria ser descontada para a SS, e que as pessoas vão ter a opção de não o fazer? Vão para os fundos de investimento privado. Portanto, desvia-se verba da SS, para entregar aos bancos, aos mercados financeiros. Depois o Estado vai pedir emprestado a esses mesmos mercados financeiros, para suprir as necessidades actuais”, denunciou.

“Isto é um absurdo e uma roubalheira”, acusou. Por isso, o BE defende a manutenção da SS e a convergência das pensões com o salário mínimo nacional, porque ninguém consegue sobreviver com 200 euros.Defende ainda a diversificação das fontes de receita, fazendo incidir uma taxa sobre o IVA das empresas, que é independente do volume de trabalhadores. Ou seja, tal medida ajudaria a acabar com a injustiça de as empresas que têm mais trabalhadores, terem de descontar mais para a SS, quando há outras que utilizam pouco o factor trabalho, e utilizam mais intensamente o capital.