
O ecologista Raimundo Quintal foi ontem particularmente feliz no sentido de humor expresso nos emails nos quais costuma lançar um olhar crítico sobre a vida da cidade e não só.
De facto, e referindo-se ao antigo Largo do Pelourinho, “transformado num mostruário das ruínas do Forte de São Filipe”, Raimundo constatou, numa ironia temperada com algum azedume, que o mesmo é agora “um vistoso jardim de plantas invasoras”, como tem vindo a ser verificado pelo comum dos cidadãos, e também pelo Funchal Notícias, que tem alertado para o miserável estado daquele local.
Entre as espécies que é possível encontrar no dito jardim, segundo Raimundo Quintal, contam-se as herbáceas Avoadeiras (Conyza canadensis) e as arbustivas Tabaqueiras (Nicotiana Glauca).
“Na falta dum debate sério, que desemboque numa solução digna para aquele espaço nobre da cidade, o vento e os pássaros começaram a semear um jardim, que complementa na perfeição a obra iniciada por políticos e arqueólogos arregimentados”, escreve o geógrafo.
E avança sugerindo que hoje, Dia da Cidade do Funchal, o vice-presidente do Governo Regional, que tutela as obras públicas, e o presidente da Câmara do Funchal, que acarinhou o parque ecológico, se associem na inauguração do já bem povoado JARDIM DAS TABAQUEIRAS. Estou certo que os dois especialistas em propaganda terão engenho e arte para promover o novo jardim arqueológico como pólo de grande potencial turístico”.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.




