Portefólio: uma cidade que marcha pela saúde

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Falar da cidade do Funchal é também mencionar as suas promenades, praças e tantos outros recantos secundários que os madeirenses aproveitam para manter um hábito que iniciariam há alguns anos a esta parte: as higiénicas e saudáveis caminhadas a pé.

Há uns anos, quando o endocrinologista Silvestre Abreu pedia aos diabéticos, hipertensos, ansiosos e de forma física mais generosa que investissem também no melhor remédio do mundo – caminhar uma hora diária a pé, em piso plano – todos acharam que era mau feitio do conhecido especialista. Mais de uma década depois, é ver a cidade a fazer aquilo que já é um ritual diário: quarenta minutos a uma hora de marcha na cidade em nome da saúde.

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Os lugares principais deste “footing” estão bem identificados: Praça do Povo, Praça do Mar, Estrada Monumental até à Praia Formosa e outras estradas secundárias que foram entretanto criadas e que também acolhem diariamente dezenas de caminhantes.

É um quadro agradável e já familiar. Uns de auriculares nos ouvidos, outros de telemóvel na mão e outros ainda em grupos na amena cavaqueira a queimar as gorduras ou apenas a manter a saúde física e mental.

Também é certo que a maioria só vislumbra as  mais-valia da marcha diária quando é apanhada pela depressão ou outros problemas de saúde. Talvez não fosse preciso chegar a tanto para cultivar uma rotina que é deveras importante.

FOOTING 003De manhã cedo ou de noite, sem problemas de criminalidade ou de cidade insegura, o Funchal tem espaços de sobra para o exercício físico, nomeadamente a caminhada diária, em piso plano, para não provocar as indesejáveis oscilações cardíacas.

De vez em quando, as entidades ligadas à saúde fazem campanhas em que apelam a “andar a pé pela sua saúde”. Vale bem a pena o apelo. Mas o ímpeto terá de vir do interior de cada cidadão. Além disso, a marcha só tem sentido e eficácia, já lembrava o Dr Silvestre Abreu, se for diária e durar cerca de uma hora. Caminhadas para andar e parar, para trocar dois dedos de conversa, não têm os efeitos desejáveis na saúde.

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