O Bloco de Esquerda efectuou hoje uma visita ao local onde, segundo os estudos que vieram a público, deveria ser construído o novo hospital do Funchal. O candidato pelo BE à Assembleia da República, Paulino Ascensão, foi o porta-voz da iniciativa. E enfatizou que esta necessidade é determinante, e que tanto é assim, que já foram gastos cerca de cinco milhões em estudos, projectos e expropriações de terrenos, no local apontado como indicado para a construção da nova infraestrutura.
“Toda a gente que se desloca ao actual hospital, constata que aquele serviço já não consegue corresponder às necessidades. Isso é particularmente evidente no serviço de urgências, onde é habitual encontrarmos os doentes atirados pelos corredores, em macas, chegando mesmo por vezes a morrer nas mesmas, o que ofende a dignidade das pessoas”, declarou Paulino Ascensão.
O candidato do BE às próximas eleições legislativas nacionais refere que hoje a necessidade no novo hospital é consensual entre todos os partidos, mas há que duvidar se de facto é uma intenção verdadeira a construção de um hospital público.
Paulino Ascensão criticou PS, PSD e CDS pela sua posição relativamente à crescente privatização da saúde.
Isto, conjugado com notícias que referem a possibilidade de construção de um hospital privado, faz com que o BE se preocupe em saber se as outras forças políticas estão mesmo interessadas na construção de um hospital público.
Para o Bloco, é essencial que o hospital seja público, porque, se for privado, mais cedo ou mais tarde deixará de fora dos seus serviços largas franjas da população, impossibilitadas por motivos económicos que recorrerem aos seus serviços, opinou.
“É o acontece nos EUA, onde os mais frágeis não têm acesso aos serviços públicos de Saúde. Se é isso que nós queremos, podemos votar no PS e PSD”, que, referiu, foram favoráveis nos últimos anos à privatização da medicina em Portugal.
Se, pelo contrário, se quer um serviço de saúde universal e acessível a todos, as pessoas devem votar no Bloco de Esquerda, referiu.
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