
São quatro gémeos madeirenses que acabaram de efetuar a candidatura à universidade. Acabaram o 12.º ano com boas notas, superaram os exames com boas perspetivas de ingresso e a mãe está a lutar como nunca para conseguir concretizar o sonho dos filhos de terem um curso superior. Falta assegurar os recursos económicos para tão difícil empreitada.
Este caso já foi relatado por este jornal on line em fevereiro: uma família, quatro gémeos, um pai precocemente e inesperadamente falecido no ano passado e uma mãe a lutar para assegurar os estudos dos quatro filhos. Os meses passaram e, neste momento, os jovens aguardam pelos resultados da candidatura ao ensino superior que serão divulgados a 7 de setembro, mas têm boas perspetivas de ingressarem nos cursos escolhidos, inclusive medicina.
Conseguir manter os estudos dos quatros filhos, em simultâneo, no ensino superior implica custos elevados e Nélia Alves não tem cruzado os braços. Os madeirenses têm mostrado alguma generosidade mas, como também atravessam dificuldades, não podem colaborar como gostariam. Ainda assim, a mãe da Beatriz, do Diogo, do Leonardo e do Nuno mostra-se reconhecida e incentivada com os apoios que tem vindo a receber.
Da parte de Nélia Alves, o ponto da situação relatado ao FN nestes termos:”Tenho assim quatro candidatos universitários com boas médias e aguardam-se os resultados das colocações a ver o que se pode (ou não fazer). Neste momento, estou já imersa em papelada para pedir bolsas de estudo institucionais e privadas mas, ponto assente, é que as colocações saem a 7 de setembro, matriculas até 11 de setembro e bolsas de estudo (havendo-as) só mais tarde. Estou a tentar verificar tudo o que se pode fazer para ter disponibilidade financeira para o “arranque”…”
Nélia Alves trabalha pontualmente como guia turística, quando efetivamente é solicitada para tal. Não tem, pois, emprego fixo. Conta com alguns apoios particulares, sempre bem aceites, mas longe de poder custear os estudos universitários de, no mínimo três anos. Tem batido à porta de alguns empresários e instituições, mas as soluções concretas de apoio não têm aparecido.
Ainda assim, a mãe dos quadrigémeos é conhecida por ser uma grande lutadora e vai continuar a solicitar o apoio imprescindível de instituições públicas ou privadas para que possa ir além do arranque dos estudos universitários dos filhos. Continua a acreditar que é possível um grande empresário surgir como mecenas nesta problemática familiar e dar o “empurrão” financeiro para que estes jovens possam prosseguir os estudos superiores.
Como já foi divulgado pelo FN, desde que os filhos nasceram, Nélia Alves e o marido procuraram educar e formar os filhos com os seus próprios recursos, apesar das dificuldades. Uma vez chegados ao 12.º ano de escolaridade, as exigências financeiras são maiores, com a agravante do falecimento do marido. Nem por isso, os jovens têm cruzado os braços, mostrando empenho em prosseguir os estudos.
O FN também recorda que Nélia Alves tem uma conta aberta no banco BPI, em nome dos quadrigémeos, para onde os interessados em ajudar esta família, poderão entregar os seus donativos.
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