Foi aprovado o Orçamento Rectificativo na Assembleia Regional, com os votos favoráveis de todos os partidos, menos o PND, que votou contra, e o PTP, que se absteve. Desenhava-se já, desde o principio da manhã, pouco a pouco, um consenso entre os partidos para a aprovação do Orçamento Rectificativo, por entre muita crítica entre o partido do Governo e a Oposição relativamente ao gasto de verbas avultadas, entre as quais a do financiamento dos partidos. Dionísio Andrade,do PND, já tinha dito que o seu partido não votaria favoravelmente nenhum orçamento, enquanto não se souber mais do caso Cuba Livre, enquanto não se souber quem foram os responsáveis pelos gastos enormes que endividaram gravemente a Região.
Porém, os outros partidos já tinham afirmado que votariam favoravelmente o orçamento, pois tal contribuirá progressivamente para a credibilização da Assembleia enquanto espaço de democracia. O valor do jackpot, dissera já Ricardo Vieira, do CDS, era absurdo e deu origem a muitas intervenções do Tribunal de Contas, descredibilizando o Parlamento perante os cidadãos. Roberto Almada, do BE, sublinhara que este orçamento destinava-se a poupar um milhão, setecentos e sessenta mil euros, algo que o BE sempre defendera , logo, só podia votar favoravelmente.
Vítor Freitas, do PS, aproveitou a oportunidade para acusar o PSD “renovado” de Miguel Albuquerque, a quem “não doeram as mãos de aplaudir” os governos de Jardim durante os últimos 40 anos, de agora dar “umas migalhas” de democracia, e de ser o culpado de uma estratégia pensada pelos governos jardinistas para fazer o Executivo sair bem em termos de imagem, enquanto a Assembleia ficava com o odioso da situação, perante o público, colhendo o desprezo dos cidadãos. “ A Assembleia tinha de parecer uma casa de loucos”, devido à esta estratégia friamente pensada pelo Governo, disse.
Já num outro momento, o deputado Coelho ensaiou uma tentativa de repetir o caso do megafone, começando a discorrer, ao arrepio do tema em discussão, sobre o encerramento do jornal Garajau, o único que, em seu entender, não se verga perante o sistema. Tranquada Gomes advertiu-o de que não toleraria que Coelho continuasse a pôr em causa os trabalhos da Assembleia, e sublinhou que o deputado do PTP não é nem mais, nem menos do que os outros parlamentares.
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