Bailado Petrouchka e apresentação de alunos de Carlos Fernandes agradaram ao público

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Fotos: Rui Marote

A segunda apresentação do bailado ‘Petrouchka’, com música de Igor Stravinsky, apresentado pela Companhia de Bailado Carlos Fernandes, voltou a encher a sala de espectáculos do Centro de Congressos da Madeira. Muitas foram as pessoas que não quiseram perder esta produção, que contou, como intérpretes principais, com Gonçalo Sousa, além dos bailarinos convidados Charmaine Du Mont e Francisco Rosseau.

O espectáculo constituiu um bom momento. Ao assisti-lo, ficou claro que quem está por detrás destas produções não são amadores, mas pessoas de extensa carreira no mundo do bailado, como é o caso de Carlos Fernandes e sua esposa Marta Atayde, capazes de motivar mesmo as mais jovens intérpretes em palco a dar o seu melhor e a agir com leveza e graciosidade.

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Foi este o caso, particularmente, na primeira parte do espectáculo, reservada a uma ‘parade’ na qual as bailarinas de diferentes idades que aprendem na escola de Carlos Fernandes a arte da dança clássica e contemporânea tiveram a oportunidade de demonstrar as competências assimiladas. Só é de lamentar a ausência de bailarinos do sexo masculino: como o próprio Carlos Fernandes nos dizia há tempos em entrevista, ainda há que ultrapassar um preconceito acerca de bailarinos do sexo masculino, mesmo em 2015, mesmo depois de nomes famosos como Gene Kelly ou Mikhail Baryshnikov, entre muitos, terem prosseguido carreiras brilhantes não só no mundo da dança, mas mesmo no do cinema.

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Na segunda parte, interpretou-se com competência o propriamente dito ballet burlesco russo ‘Petrouchka’, montado pela primeira vez pela companhia russa de bailado de Diaghilev em Paris, no Teatro Chatelet, em 1911. O famoso bailarino Nijinsky foi o primeiro a interpretar a personagem principal, cujo nome na língua russa corresponde ao nosso bem conhecido ‘Polichinelo’.

Petrouchka é uma das marionetas que se exibem numa feira: apaixona-se por outra marioneta, a bailarina, mas é preterido em favor do Mouro, uma personagem que, movida pelo ciúme, acaba por matá-lo.

Neste bailado os intérpretes foram Gonçalo Sousa (Petrouchka), Charmaine Etoile Du Mont (Boneca, Francisco Rosseau (Mouro), Carlos Fernandes (Charlatão), Mariana Pedro (Ama Principal), Eduardo Pinto (Cocheiro Principal), Flávio Abreu (Russo), Lídio Aguiar (Guarda da Feira), Sara Brazão e Inês Rodrigues (Bailarinas da Feira).

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As Amas foram interpretadas por Inês Rodrigues, Sara Brazão, Cláudia Sousa, Leonor Sousa, Nicole Sousa, Carolina Fernandes, Francisca Rodrigues e Patrícia Gomes.

Beatriz Freitas foi a notável acrobata, enquanto que os cocheiros foram encarnados por Tomás Gomes, João Brás, João Passos, Sérgio Freitas, Paulo Soares e Samuel Almeida.

As ciganas foram representadas por Fabíola Mano e Luciana Paredes, enquanto que os diabretes foram Flávio Abreu, Yara Ribeiro, Andreia Freitas, Leonor Carvalho, Maria João Barros, Francisca Andrade e Marta Berjano. O espectáculo contou ainda com a participação especial de João Carlos Abreu, interpretando um “homem rico”.

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A 'Parade' evidenciou as qualidades das jovens bailarinas (foto L. Rocha)
A ‘Parade’ evidenciou as qualidades das jovens bailarinas (foto L. Rocha)