Luísa Gouveia nega crise interna no CDS

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Fabíola de Sousa

A presidente da Juventude Popular da Madeira, Luísa Gouveia, já anunciou que não se recandidata a presidência da JP nas próximas eleições, contudo em entrevista ao Funchal Notícias garantiu que vai continuar na Juventude Popular, que estará sempre disponível para aquilo que a JP e o CDS precisarem. Apenas deixará de ser presidente da Juventude Popular a partir do próximo congresso.

A militante centrista garante que o facto de não se recandidatar não está ligado ao último resultado eleitoral do CDS mas sim às questões de natureza pessoal e profissional.Luísa Gouveia assegura ainda que José Manuel Rodrigues não está a ser contestado, como já chegou a ser noticiado, e acredita que Rui Barreto é um bom candidato a São Bento e “terá um papel importante no futuro do Partido”

Funchal Notícias – Quais os motivos que levarão à sua decisão de não se recandidatar à liderança da Juventude Popular?
Luísa Gouveia – São sobretudo razões profissionais que me impossibilitam em prosseguir num segundo mandato à frente da Juventude Popular Madeira. Trata-se de um cargo que exige disponibilidade e tempo e nem sempre é fácil conciliar as duas coisas com a vida profissional e, naturalmente, a vida pessoal, e neste momento não consigo dar o que o cargo exige. Mas também considero que estes 3 anos foram extremamente positivos, onde o crescimento da JP-M foi visível e, acredito sustentável. E temos no seio da JP outras pessoas, tão ou mais capazes, que com toda a certeza, irão prosseguir o trabalho feito até ao momento.
F.N – Está descontente com o partido?
L.G – Se a pergunta é no sentido de justificar a minha decisão de não recandidatura à Juventude Popular a resposta é claramente não. Estou sempre disponível para aquilo que a JP e o Partido precisarem de mim com a diferença que deixarei de ser a partir do próximo congresso presidente da Juventude Popular.

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F.N – Qual o peso da Jota dentro do partido?
L.G– Gostaria que fosse sempre mais. Neste momento verifica-se que muitos dos membros da JP estão incluídos em órgãos importantes do partido – este número cresceu no último Congresso – bem como se verifica a sua participação no poder local e autárquico, o que é muito bom e demonstra que estamos no caminho certo pois o crescimento da Juventude Popular é proporcional ao crescimento do Partido.
F.N – Concordou com a lista de candidatos às últimas eleições?
L.G – Julgo que, neste momento, é uma conversa que pouco interessa e nada de útil traz à discussão. Os 47 lugares estavam preenchidos por pessoas reconhecidamente competentes e que muito já deram ao partido e muito mais darão com certeza. Importa é daqui para a frente.
F.N – Que achou do resultado eleitoral do CDS?
L.G – Perante todos os condicionalismos foi o resultado possível. Se podia ter sido melhor? É sempre possível ser melhor. Porém esta foi a confiança que os eleitores nos depositaram e como tal manteremos a nossa postura de trabalho em prol de todos os madeirenses, para não defraudarmos quem confiou em nós e para, se possível, conquistar aqueles que não votaram em nós.
F.N – Fala-se que há uma crise interna, que José Manuel Rodrigues está a ser contestado. Que tem a dizer sobre o assunto?
L.G – Como é evidente, a existir essa seria sempre uma matéria do foro interno do partido. Mas a verdade é que o líder do partido foi eleito em Congresso em Dezembro de 2014 e, mais recentemente, o Conselho Regional aprovou uma moção de confiança para toda a equipa. Pelo que é uma questão que não se coloca.
F.N – Quem deve ser na sua opinião o candidato, o número um, da Madeira a São Bento pelo CDS? O actual Rui Barreto ou o líder José Manuel Rodrigues?
L.G -O deputado Rui Barreto até à data foi o único que já demonstrou disponibilidade para essa corrida, sendo certo que o trabalho que ele mostrou nestes 3 anos na Assembleia da República é bem demonstrativo da sua qualidade e capacidade, e concordo que seria um óptimo candidato. Seja como for esta decisão será tomada nos órgãos competentes do partido que escolherá aquele que terá as melhores condições para representar o partido nas próximas eleições.
F.N – O que pensa sobre Rui Barreto?
L.G – Penso que é um dos quadros mais competentes que temos no partido e já com provas dadas na difícil Assembleia da República. E com toda a certeza terá um papel importante no futuro do Partido.