Frederica Devónia Campeã Regional

Frederica-Devonia

A Frederica Devónia sagrou-se Campeã Regional de Cruzeiros, ao vencer o Campeonato da Madeira disputado durante o longo fim de semana transato. A embarcação comandada por Martim Cardoso travou um duelo intenso com o Cash a Lot, que teve Vítor Nóbrega ao leme, e saiu vencedora por apenas 1 ponto.

A terceira regata acabou por ser verdadeiramente frenética, pois as embarcações ficaram separadas por apenas 4 segundos no tempo compensado. Os cruzeiros que representam o Naval foram, na verdade, os grandes animadores da competição: a Frederica Devónia venceu 2 das 4 regatas realizadas, enquanto o Cash a Lot venceu 1 subiu ao pódio nas restantes.

De resto, a Frederica Devónia não entrou bem no campeonato, alcançando um 5.o lugar (que descartou) na primeira regata, de 16 milhas náuticas, com largada e chegada no Caniço de Baixo e rondagem de boia em Machico, em que o vento esteve fraco, variando entre os 5 e os 7 nós.

Na segunda regata venceu o Cash a Lot, que aproveitou bem o vento entre 15 e 20 nós e foi o mais rápido a completar o percurso com três boias, de 10 milhas náuticas, entre Ponta da Cruz e Cabo Girão, com o Frederica Devónia a classificar-se no 2.o posto.

As terceira e quarta regatas, as mais curtas, com menos de 7 milhas náuticas, realizadas no Funchal, com percursos semelhantes e mais exigente sob o ponto de vista técnico, foram ganhas pela embarcação de Martim Cardoso. E foram estas regatas, disputadas sob um vento de 10 nós, que determinaram o seu triunfo tangencial. «A vitória na terceira regata, por apenas 4 segundos, acabou por ser decisiva. Foi isso que determinou a classificação final. Tem sido um duelo com o Cash a Lot desde há algum tempo, que curiosamente são duas embarcações com tripulações familiares, o que parece torná-las mais competitivas», saudou o skipper da Frederica Devónia. «Ao fim de 30 anos no mar, com muitas vitórias em regatas, conquistar o estatuto de Campeão da Madeira é sem dúvida especial.»

O triunfo nas regatas técnicas deu um sabor especial ao título. «São regatas mais exigentes, que obrigam a fazer muitas manobras, o que não é fácil para as maiores embarcações. Isso deixou-nos mais satisfeitos.»