
Não é habitual. Mas hoje o CDS-PP preferiu “dois em um”. Por outras palavras, da mesma penada, reuniu ao início da tarde a comissão política regional e depois o conselho regional e escolheu os ares temperados do Jardim da Serra, no Estreito de Câmara de Lobos, para “partir pedra”.
São conhecidas as críticas de alguns militantes às opções de José Manuel Rodrigues relativamente à lista de candidatos que apresentou às últimas eleições. O mesmo descontentamento estende-se a alguns elementos da “jota”, embora tudo bem composto internamente. Os resultados das eleições de 29 de março fizeram aguçar os descontentes que queriam ver o PSD sem maioria absoluta. Por estas e outras razões que se prendem com quem deve chefiar o grupo parlamentar, as reuniões prometiam ser explosivas.
À saída da reunião, o balanço oficial é, porém, de calmaria, confiança reafirmada ao líder José Manuel Rodrigues e tudo a continuar na mesma no grupo parlamentar, com Lopes da Fonseca a chefiá-lo e Isabel Torres como vice-presidente. Os resultados eleitorais não correram a gosto do partido, mas, ainda assim, foi considerado um bom score, já que o partido conquistou o segundo lugar.
Na Quinta da Serra, onde os militantes preferiram manter o atual “status quo”, fica a certeza de que a fiscalização ao governo de Albuquerque será levada a sério. O resto, depois o tempo dirá.
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