Rendimentos e despesas 1600 famílias vão responder inquérito na Madeira

novos_pobres000Helena Mota

Começam hoje, 12 de março, os primeiros Inquéritos às Despesas das Famílias (IDEF 2015). Nas próximas duas semanas, serão entrevistados os primeiros 60 agregados familiares, rácio que se repetirá ao longo de 26 quinzenas um pouco por toda a Região. Durante um ano, 21 elementos da Direção Regional de Estatística vão entrevistar 1600 alojamentos familiares da Madeira, selecionadas de forma aleatória.

Os dados recolhidos, depois de tratados e analisados pelo Instituto Nacional de Estatística, irão permitir caracterizar a pobreza e a desigualdade na Região, uma vez que será recolhida informação sobre a distribuição dos rendimentos das famílias. Estes resultados serão ainda utilizados como referência para a atualização do Índice de Preços no Consumidor, indicador que serve de base ao cálculo da Taxa de Inflação.

Os resultados finais serão divulgados até ao final do próximo ano.

Este inquérito, que se realiza a cada 5 anos, focaliza-se nas principais despesas efetuadas pelos agregados familiares e seus rendimentos, apurando ainda indicadores relacionados com bens de conforto, como sejam, equipamentos domésticos, de comunicação, lazer e transportes, além das condições de habitabilidade.

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 A recolha de dados será efetuada através de entrevista presencial com computador e através do preenchimento de cadernetas.

A diretora regional de Estatística, recordou que a resposta ao inquérito é obrigatória e que os dados recolhidos estão protegidos pela lei ao abrigo do segredo estatístico, sendo que os entrevistadores e todos os profissionais envolvidos estão obrigados ao dever de sigilo.

Para Emília Alves, é indispensável poder contar com o empenho dos agregados familiares, no sentido de procederem a todos os registos, com o rigor e pormenor que é solicitado. “É um dever cívico”, salientou.

Este inquérito realiza-se em todo o território nacional e na generalidade dos países da União Europeia.

Os dados do último inquérito 2010/2011 (Ver infografia) mostraram que o rendimento líquido anual médio na Madeira era de 23.470 euros por agregado familiar e que a maior fatia dos gastos ia para a habitação, água, eletricidade, gás e combustíveis. Também revelou que cerca de 19% dos rendimentos eram provenientes de pensões e transferências sociais, enquanto 21 % reportava-se a rendimentos relacionados com rendas subjetivas, recebimentos gratuitos e salários em géneros.

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