CMF salienta importância das parcerias no âmbito da promoção da saúde mental

O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Jorge Carvalho, mencionou hoje a importância do trabalho em rede e da cooperação entre instituições para garantir respostas mais eficazes e próximas da comunidade.

Foi durante a sessão de abertura do VII Encontro do Consórcio Regional de Intervenção Comunitária, subordinado ao tema “Cuidar em Comunidade – Novos Olhares sobre a Saúde Mental”, que decorre até amanhã, no Colégio dos Jesuítas, informa a CMF.

O evento, organizado pela SocioHabitaFunchal, Empresa Municipal da Câmara Municipal do Funchal, em parceria com a Direção Regional da Cidadania e dos Assuntos Sociais, o Instituto de Segurança Social da Madeira e a Santa Casa da Misericórdia de Machico, reúne diferentes entidades e profissionais numa partilha de conhecimentos em torno da promoção da saúde mental e do bem-estar.

Jorge Carvalho realçou, na oportunidade, a importância de uma “visão holística” da saúde mental, que não se limite à resposta dirigida a quem necessita de acompanhamento, mas que considere também aqueles que, diariamente, estão envolvidos no processo de cuidar.

“Cada vez mais as soluções são soluções de coletivo, são soluções de trabalho conjunto, são soluções de parceria”, afirmou Jorge Carvalho, defendendo que a articulação entre instituições permite colocar ao serviço da comunidade as competências e os recursos específicos de cada entidade, assegurando respostas mais adequadas às necessidades de cada pessoa.

Por seu turno, a vereadora com os pelouros da Habitação, da Saúde e do Social, Helena Leal, reforçou a importância da prevenção, da promoção da literacia em saúde mental e do reforço do trabalho em rede entre as diferentes entidades.

Falando na sessão de encerramento, a vereadora defendeu uma intervenção centrada na pessoa, na humanização dos cuidados e na valorização da individualidade, das necessidades e das potencialidades de cada cidadão.

A autarca sublinhou também que, apesar do surgimento de novos desafios e necessidades ao longo do tempo, existem princípios e valores que devem permanecer como referências na intervenção social. Entre estes, apontou a empatia, a dignidade, a inclusão e a capacidade de olhar para o outro para além das suas dificuldades.

Helena Leal considerou que intervir na área social significa também criar oportunidades para que as pessoas possam participar plenamente na sociedade e fazê-lo com dignidade.

O Consórcio engloba actualmente 16 entidades, abrangendo cerca de 3.700 pessoas. A SocioHabitaFunchal apresentou diferentes projectos de intervenção comunitária, através de um Roteiro de Habitação Social de Intervenção Comunitária.


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