CHEGA exige a Albuquerque que faça “reestruturação imediata” do Governo Regional

O CHEGA Madeira veio exigir a Miguel Albuquerque nem mais nem menos do que uma reestruturação profunda e imediata do Governo Regional. O partido diz que o actual executivo “esgotou a sua capacidade de resposta e deixou de agir como garante de estabilidade para as famílias, alimentando um modelo assente no assistencialismo, na subsidiodependência e na inércia política”. A ausência de rumo transversal à governação está a arrastar a Região Autónoma para uma espiral sem precedentes, condena o CHEGA.

O Presidente do CHEGA Madeira e líder parlamentar regional, Hugo Nunes, faz uma avaliação impiedosa ao estado da Região: “O Governo Regional perdeu a capacidade de resolver os problemas reais das pessoas. Na habitação, a situação é insustentável: os preços das casas e o valor das rendas continuam a empurrar a classe média e os jovens para fora do mercado, enquanto o executivo se limita a anúncios de propaganda. Em vez de criar condições para que as pessoas progridam com a sua autonomia e o seu trabalho, a gestão do PSD passou a alimentar a dependência do Estado.”

Esta perda de capacidade atinge o ponto mais crítico no sector primário, onde o caos da gestão regional é gritante, entende o partido.

Na agricultura, o executivo assiste de braços cruzados à escassez dramática de mão de obra e ao envelhecimento do setor sem apresentar incentivos jovens ou apoios à fixação. A somar a isto, os produtores enfrentam o estrangulamento na aquisição de produtos fitofarmacêuticos, onde os atrasos e entraves burocráticos na formação de aplicadores impedem a compra de tratamentos agrícolas vitais, perdem colheitas por falhas no fornecimento de água de rega em zonas produtivas e acumulam atrasos nos apoios do POSEI e do PEPAC.

Nas pescas, o cenário é de igual abandono: compensações de defeso que tardam em chegar aos homens do mar, ausência de incentivos à renovação da frota e infraestruturas portuárias deixadas à sua sorte, para não falar de quotas.

Perante os crescentes cenários de incompetência governativa, Hugo Nunes avisa directamente o Presidente do Governo: “Se Miguel Albuquerque pensa que resolve a crise da sua gestão ofendendo e minimizando a oposição para lavar as mãos, está enganado. Os falhanços na gestão caótica nas diferentes secretarias são o reflexo de um Governo esgotado no seu todo. Não aceitamos manobras de diversão nem remodelações de fachada para gerir danos de imagem. Exigimos uma reestruturação de fundo em toda a linha governativa.”

O CHEGA Madeira reafirm assim que a Região necessita de governantes com capacidade real de execução e compromisso exclusivo com as necessidades dos madeirenses. “Se Miguel Albuquerque insistir em remendos tácticos para adiar a inevitável remodelação, assumirá a responsabilidade total pelo colapso dos serviços públicos e pelo empobrecimento da população regional”, acusa Hugo Nunes.


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