
O Juntos Pelo Povo (JPP) considera preocupante o estado de conservação do espaço público no Funchal, apontando falhas na limpeza urbana, manutenção dos jardins, recolha de resíduos e valorização dos bairros habitacionais.
Em comunicado, os vereadores Fátima Aveiro e António Trindade afirmam que, passados nove meses de mandato da maioria PSD/CDS na Câmara Municipal do Funchal, “multiplicam-se todos os dias os alertas de cidadãos, empresas e associações relativamente ao estado de manutenção e conservação da cidade”.
Segundo os autarcas, a situação é particularmente visível na limpeza urbana e na recolha de resíduos, notando que em vários pontos da cidade é frequente encontrar contentores sobrelotados, lixo acumulado nas ruas e espaços públicos cuja manutenção está aquém do que os funchalenses esperam e merecem. “Esta realidade compromete a saúde pública, a qualidade de vida, a imagem do Funchal e a competitividade de um destino turístico de referência”, sublinham.
Os autarcas consideram que o problema não está na falta de meios financeiros, mas num modelo de gestão autárquica “ineficiente”, porque, realçam, “o município prevê arrecadar cerca de 14 milhões de euros em receitas provenientes da atividade turística, recursos que deveriam traduzir-se num reforço da limpeza urbana, da manutenção dos espaços verdes, da valorização dos bairros e da melhoria permanente do espaço público”.
O partido considera ainda que as dificuldades registadas não estão relacionadas com o desempenho dos trabalhadores municipais, mas sim com “a insuficiente aposta no reforço dos recursos humanos, dos equipamentos e da capacidade operacional dos serviços municipais, realidade evidenciada pelos sucessivos mapas de pessoal”.
O JPP defende uma estratégia de gestão urbana alinhada com as mais recentes políticas europeias para cidades sustentáveis, resilientes e adaptadas às alterações climáticas, sublinhando a importância da proteção e expansão dos espaços verdes, reforço da cobertura arbórea, criação de mais zonas de sombra, promoção de corredores ecológicos, integração de soluções baseadas na natureza no planeamento urbano e investir de forma contínua na manutenção e qualificação do espaço público.
Fátima Aveiro e António Trindade dizem que estes princípios não são apenas ambientais, são determinantes para a saúde pública, para a adaptação às alterações climáticas, para a redução das ilhas de calor urbano e para a qualidade de vida das populações. Salintam ainda que “as cidades mais modernas da Europa compreenderam que a limpeza, a salubridade, a manutenção dos jardins, a gestão eficiente dos resíduos e a valorização dos bairros deixaram de ser meros serviços operacionais, são indicadores de boa governação, sustentabilidade e competitividade territorial”.
Os autarcas garantem que continuarão a defender o reforço dos meios humanos e materiais da autarquia, uma gestão mais eficiente dos serviços municipais e uma estratégia integrada que coloque a qualidade de vida das pessoas no centro da ação política.
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