Vaticano excomunga Fraternidade São Pio X após ordenação de bispos sem autorização papal

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A Federação Sacerdotal São Pio X foi excomungada pelo Vaticano depois de ordenar quatro novos bispos sem autorização do papa Leão XIV, num gesto classificado pela Santa Sé como um ato cismático. O Vaticano também declarou inválidos alguns sacramentos celebrados pelos seus ministros, incluindo a penitência e os casamentos por eles assistidos.

A decisão agrava um conflito antigo entre Roma e esse grupo ultratradicionalista, fundado em oposição às reformas do Concílio Vaticano II. Segundo as informações divulgadas, a Fraternidade mantém atividade em vários países e reúne dezenas de milhares de fiéis, mas passa agora a ser tratada oficialmente como separada da ordem da Igreja.

O que está em causa

A principal razão da punição foi a consagração de bispos sem mandato pontifício, algo que o Vaticano considera uma violação grave do direito canónico. A Santa Sé já tinha avisado que avançar com essas ordenações levaria à excomunhão automática dos envolvidos.

Além da excomunhão, a Igreja afirma que os sacramentos administrados de forma ilícita pelos ministros da Fraternidade deixam de ter validade em certos casos. Isso inclui a confissão e os matrimónios celebrados por padres do grupo, segundo a nota citada nas reportagens.

Um cisma antigo

O caso não surge do nada: trata-se de uma disputa longa entre a Fraternidade São Pio X e a hierarquia católica, marcada por choques doutrinários e disciplinares. O grupo defende uma linha ultratradicionalista e resiste a várias mudanças introduzidas pela Igreja nas últimas décadas.

Apesar da dureza da decisão, o Vaticano diz continuar disponível para acolher membros da comunidade que queiram regressar à plena comunhão com a Igreja Católica. A mensagem é clara: quem insistir na rutura fica fora; quem recuar pode voltar ao seio da Igreja.


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