O deputado do Juntos Pelo Povo (JPP) na Assembleia da República, Filipe Sousa, considerou que se verificou no dia de hoje “uma verdadeira vitória da democracia e, sobretudo, uma vitória dos madeirenses e açorianos que, durante demasiado tempo, foram prejudicados por um modelo injusto e desequilibrado” de Subsídio Social de Mobilidade (SSM).
No final da votação, esta sexta-feira, na Assembleia da República, da proposta que altera o diploma da Aliança PSD/CDS, em vigor desde o início de Janeiro, Filipe Sousa disse que “a casa da democracia fez história ao corrigir um erro que penalizava quem vive nas ilhas”, acrescentando que esta decisão representa “um sinal claro de que vale a pena lutar pelos direitos dos insulares, com coragem e sobretudo coerência”.
Filipe Sousa não poupou críticas ao Governo da República e ao Governo Regional da Madeira, acusando-os de estarem “mais preocupados em proteger os interesses das companhias aéreas do que em defender os cidadãos que dizem representar, uma situação que não assumem com clareza, como é óbvio, mas também já não conseguem esconder, na hora da verdade, o que revela a enorme incoerência do PSD-Madeira e dos deputados eleitos para a Assembleia da República, uma atitude inaceitável e reveladora do total afastamento da realidade vivida pelos madeirenses e açorianos”.
Filipe Sousa recordou o comportamento dos deputados do PSD/M na Assembleia da República durante todo este processo: “Estiveram, desde o início, sempre ao lado das decisões tomadas pelo Governo da República. Depois, perante a sucessão de trapalhadas e ofensas ao povo da Madeira, como a proferida pelo líder parlamentar do PSD na Assembleia da República, mantiveram-se calados. A seguir, em pleno plenário, no Parlamento Nacional, foram proibidos de falar, numa prova de submissão inaceitável ao centralismo e à cúpula alfacinha do PSD, numa atitude que ficará para a história do parlamentarismo e um desprestígio para a autonomia insular. Enquanto andaram nisto, vieram acusar o JPP de incoerência por ter votado em sede de comissão a proposta agora aprovada pela Assembleia da República, mas foram estes os mesmos deputados que, depois do histórico aqui descrito, afinal acabaram por votar a favor da proposta que antes tinham criticado os que a aprovaram. Isto é incoerência em estado puro e uma tentativa de lavar a cara para depois virem dizer que também estiveram do lado da solução quando, na verdade, andaram sem saber o que fazer e a prova disso é que dos três deputados eleitos pela Madeira, dois deles, em sede de comissão, votaram contra a proposta que foi hoje aprovada”.
Filipe Sousa afirma que “o JPP manteve, desde o primeiro momento, uma posição firme, coerente e intransigente na defesa dos insulares”, recordando que o partido sempre defendeu que “os madeirenses e açorianos devem pagar apenas a sua parte justa nas ligações aéreas, sem serem penalizados por um sistema injusto”.
O deputado alertou ainda para a próxima fase do processo, sublinhando que “cabe agora ao Governo da República regulamentar esta lei”, manifestando preocupação de que “não se repita o cenário do passado, em que diplomas importantes ficaram por concretizar, nomeadamente durante governações do Partido Socialista”.
“O JPP estará vigilante e não permitirá que esta conquista dos insulares seja travada ou esquecida nos corredores do poder”, declarou.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.






