Rui Marote
No calhau em frente ao teleférico, encontra-se uma palmeira de grande porte que se desenvolveu em zonas de calhau (praias de pedra) e junto ao mar, resistente à maresia, aos ventos fortes e solos salinos. A adaptação a estes ambientes deve-se, em grande parte, à sua capacidade de tolerar o cloreto de sódio e à necessidade de sol pleno. É a única existente naquela área junto ao calhau. Na alçada dos portos (área) que daqui alertamos para a limpeza (ver fotos ).
A vegetação que descrevemos é típica de ecossistemas costeiros resilientes onde o vento salino e solo pobre de calhaus rolados (seixos) seleccionam plantas rasteiras e arbustos compactos.
Visualmente e passe as diferenças óbvias, lembra uma espécie de “savana anã” à beira mar.
No passeio ao longo dessa “praia calhau” a “savana anã, ou “mini oásis”, como se queira chamar, é propícia á propagação de mamíferos roedores, uma praga que a Madeira está a combater.
O Verão em breve estará à porta e as zonas costeiras de acesso ao mar estão a tornar-se mais escassas ou de difícil acesso na nossa ilha. É um tema complexo que resulta da combinação de factores naturais, ordenamento do território e desenvolvimento turístico. Mas para já, a ordem é capinar estas vegetações indesejáveis.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.








