Protecção Civil avisa para consequências possíveis da depressão Regina

O Serviço Regional de Protecção Civil emitiu um aviso à população sobre a depressão Regina e as condições meteorológicas expectáveis, referindo que o estado do tempo será influenciado por uma corrente intensa de norte, associada à aproximação da dita, que no dia 3 (terça-feira) se encontrará centrada a leste da Região Autónoma da Madeira.

Esta depressão deslocar-se-á gradualmente para sudeste, deixando de condicionar o estado do tempo a partir da manhã do dia 4 (quarta-feira). No dia 5 (quinta-feira), prevê-se a aproximação e passagem de uma superfície frontal fria, originando céu muito nublado, diminuindo de nebulosidade a partir do final da tarde.

Estão previstos períodos de chuva a partir da manhã de dia 5 (quinta-feira), passando a regime de aguaceiros a partir do final da tarde, sobretudo na vertente norte e terras altas.

Assim prevê-se:
• Períodos de céu muito nublado, com ocorrência de aguaceiros, em especial na vertente norte e terras altas.
• Precipitação de neve nos pontos mais altos da ilha da Madeira e, ocasionalmente, de granizo, hoje, dia 2 e amanhã, dia 3 (terça-feira).
• Vento forte de norte, com rajadas até 95 km/h, sendo forte a muito forte, com rajadas até 120 km/h nas terras altas, entre até ao dia 4 (quarta-feira).

Em função das condições meteorológicas previstas é expectável:

• Possibilidade de queda de ramos ou árvores, com eventual afectação das infraestruturas de comunicações e energia.
• Arrastamento para as vias rodoviárias de objectos soltos, bem como o desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, devido a episódios de vento forte, podendo provocar acidentes com veículos em circulação ou com transeuntes na via pública.

• Piso rodoviário escorregadio, devido à possível formação de lençóis de água.
• Ocorrência de inundações em zonas urbanas.
• Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, podendo causar inundações nos locais historicamente
mais vulneráveis.
• Desmoronamento de muros de suporte ou taludes.
• Galgamentos costeiros.

O Serviço Regional de Protecção Civil, IP-RAM recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, e nas áreas mais expostas, se recomenda a adopção das principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente:
• Adoptar medidas de autoproteção adequadas e planear as deslocações em antecipação, sobretudo face ao período mais adverso, evitando a exposição ao risco.
• Garantir a desobstrução dos sistemas de drenagem pluvial, removendo inertes e outros objectos suscetíveis de ser arrastados ou de obstruir o escoamento das águas.
• Assegurar a fixação adequada de estruturas soltas, como andaimes, placards e estruturas suspensas.
• Adotar cuidados acrescidos na circulação e permanência em áreas arborizadas, face à possibilidade de queda de ramos e árvores por acção do vento forte.
• Adequar comportamentos e actividades às condições meteorológicas previstas, evitando deslocações desnecessárias ou para zonas afectadas.
• Respeitar as interdições e condicionamentos no acesso a áreas previamente sinalizadas.
• Não circular por zonas com prédios degradados, devido ao risco de derrocadas.
• Ter especial cuidado nas zonas montanhosas, vertentes expostas e zonas costeiras.
• Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial atenção à possível formação de lençóis de água nas vias.
• Evitar a travessia por zonas inundadas, prevenindo o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas.
• Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Protecção Civil nas redes sociais e aplicação e das Forças de Segurança.


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