Trabalhadores da RAM devem participar na Jornada de Luta de 28 de Fevereiro, diz o PCP

O PCP realizou hoje, no Funchal uma jornada de contacto com trabalhadores e com a população, reafirmando que os trabalhadores da RAM têm razões acrescidas para aderir à Jornada de Luta do próximo dia 28 de Fevereiro, convocada pelo movimento sindical unitário.

Na iniciativa realizada no centro do Funchal, junto ao “Bazar do Povo”, o dirigente do PCP, Ricardo Lume, foi claro: o chamado pacote laboral do Governo da República constitui uma autêntica declaração de guerra aos trabalhadores, representando um grave retrocesso nos direitos conquistados ao longo de décadas de luta.

As medidas propostas apontam para o agravamento dos baixos salários, a facilitação de despedimentos, o aprofundamento da precariedade e a desregulação dos horários de trabalho. Trata-se, alegam os comunistas, de mais exploração, mais instabilidade e menos direitos para quem vive do seu trabalho.

Ricardo Lume refere que, na Madeira, estas ameaças assumem uma dimensão ainda mais grave. A Região é marcada por salários líquidos entre os mais baixos do País, apesar da propaganda em torno do crescimento económico. É uma Região onde os trabalhadores do sector privado continuam privados do subsídio de insularidade, ao contrário do que sucede com os trabalhadores do sector público. É também das Regiões do País com maior pressão inflacionista, onde o custo de vida pesa de forma particularmente dura nos rendimentos das famílias, assim como continua a ser uma das parcelas do País onde é mais caro assegurar o direito constitucional à habitação.

Num território onde sectores como a hotelaria, restauração, turismo e construção civil têm um peso determinante, a precariedade, os horários desregulados e a instabilidade laboral atingem milhares de trabalhadores. A isto somam-se promessas repetidas e não cumpridas por parte do Governo Regional no que respeita à valorização de carreiras e à melhoria das condições de trabalho.

Perante este quadro, o PCP afirma que não há neutralidade possível. É na rua, nos locais de trabalho e através da acção colectiva que será possível travar este pacote laboral e abrir caminho a uma política que valorize o trabalho e quem trabalha.

O PCP apela a todos os trabalhadores da Região para que participem massivamente na Jornada de Luta do dia 28 de Fevereiro, com concentração às 10h00 na Rua do Bom Jesus, junto à Casa Sindical, seguida de manifestação até à Rua Dr. Fernão Ornelas, no Funchal.

No passado, foi a luta que permitiu reconquistar direitos roubados. Será novamente a luta organizada e determinada que permitirá derrotar esta ofensiva contra os trabalhadores e afirmar uma alternativa de justiça social, valorização salarial e dignidade no trabalho.

A Jornada de Luta de 28 de Fevereiro é um momento decisivo. A força dos trabalhadores fará a diferença, promete-se.

 


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