PCP reclama: o subsídio de insularidade tem de ser para todos

O PCP realizou ao longo do dia um conjunto de acções de contacto com trabalhadores do sector privado, defendendo que estes tenham acesso ao subsídio de insularidade nas mesmas condições que os trabalhadores da Administração Pública.

No centro do Funchal, falando numa acção de contacto directo com trabalhadores, o dirigente do PCP, Ricardo Lume, questionou a injustiça que continua a marcar esta matéria: se aos trabalhadores da Administração Pública Regional e Local é justamente atribuído um subsídio para fazer face aos custos acrescidos da insularidade, por que razão não é reconhecido esse mesmo direito aos trabalhadores do sector privado?

Os comunistas questionam: existem trabalhadores na Região com custos de insularidade diferentes apenas porque trabalham para entidades distintas? Fazem compras em supermercados diferentes? Pagam rendas ou prestações da casa mais baratas? Vivem numa Madeira diferente?

O PCP considera inaceitável que o Governo Regional, por submissão aos interesses dos grandes grupos económicos privados, continue a negar um tratamento igual a todos os trabalhadores. Não existem madeirenses de primeira nem madeirenses de segunda. Se é justo atribuir o subsídio de insularidade aos trabalhadores da Administração Pública, é igualmente justo garantir esse direito aos trabalhadores do sector privado, refere um comunicado à imprensa.

Ricardo Lume alertou ainda para o oportunismo de alguns partidos que, no passado, nunca apoiaram propostas para garantir o subsídio de insularidade a todos os trabalhadores e que agora surgem como defensores da medida apenas no discurso. Uns procuram empurrar a solução para a contratação colectiva aquilo que deve ser consagrado por Decreto Legislativo Regional na Assembleia Legislativa da Madeira; outros defendem que o subsídio seja pago pelo Orçamento Regional, através dos impostos dos madeirenses e porto-santenses, desresponsabilizando as entidades patronais que beneficiam diretamente do trabalho dos seus trabalhadores.

O PCP reafirma que é necessária uma forte mobilização para garantir justiça a todos os que trabalham na Região, independentemente do sector em que exercem funções.

No próximo dia 28 de Fevereiro, os trabalhadores e a população em geral têm a oportunidade de participar massivamente na jornada de luta convocada pelo movimento sindical, com concentração às 10h00, na Rua do Bom Jesus, junto à Casa Sindical, seguida de manifestação até à Rua Dr. Fernão Ornelas, no Funchal.

Só com a luta dos trabalhadores será possível combater a política de exploração e empobrecimento, travar o pacote laboral e garantir o subsídio de insularidade para todos, conclui a nota.


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.