A epopeia ‘Insulana’, de Manuel Tomás (1585-1665), numa edição literária do historiador Nelson Veríssimo e publicada pela Imprensa Académica, será apresentada em Londres, a convite do Centro de Estudos, Desenvolvimento e Educação da Calheta, presidido pelo emigrante madeirense Eugénio Perregil.
A ‘Insulana’ é um poema épico sobre o descobrimento da Madeira, publicado em 1635, em Antuérpia e Ruão. Nesta epopeia, o Poeta canta os feitos de Zarco, o bem-sucedido povoamento do arquipélago, o devir histórico da sociedade insular e as proezas de muitos madeirenses no Além-Mar.
O seu autor, Manuel Tomás, de ascendência judaica, nasceu em Guimarães no ano de 1585. Deslocou-se para o Funchal em 1610. Aqui se dedicou ao trato mercantil e à atividade literária. Faleceu em 10 de abril de 1665 e foi sepultado no Convento de São Francisco da cidade do Funchal. Manuel Tomás é autor de diversos livros, sendo, porém, a ‘Insulana’, a sua obra mais conhecida.
Para os madeirenses e porto-santenses, a ‘Insulana’ é, com as devidas distâncias, ‘Os Lusíadas’ da Região Autónoma da Madeira.
Esta epopeia trata do descobrimento da Madeira e da sua história, até às primeiras décadas do século XVII, elegendo Zarco como o herói do Poema.
O historiador Nelson Veríssimo dedicou quase cinco anos a este projeto, em trabalho voluntário.
A ‘Insulana’ foi apresentada, no Funchal, na Assembleia Legislativa da Madeira no passado dia 9 de dezembro.
O programa de divulgação da ‘Insulana’, em Londres, preenche três sessões: 13 de fevereiro, 17:00 h – na Chancelaria da Embaixada de Portugal em Londres; 14 de fevereiro, 17:00 h – no Sacalbrini Center; 15 de fevereiro, 17:00 h – na Igreja de São Bernardete em Crawley.
Neste projeto cultural dirigido, em especial, à comunidade portuguesa em Londres, onde vivem cerca de 225 mil portugueses, estão também a realizar-se, desde o passado dia 8, concertos pelo grupo ‘Fatum’, conhecido pelas suas interpretações de fados e guitarradas de Coimbra, bem como pela homenagem aos artistas madeirenses Edmundo de Bettencourt e Max, sempre presentes nos seus espetáculos. Tal como nas digressões anteriores ao Reino Unido, o grupo tem alcançado assinalável êxito.
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