JPP pretende ver reconhecido o “legado único” de Francisco Simões

O JPP quer homenagear o “legado único” do escultor e pintor Francisco Simões, dizendo que foi na Madeira que ele “encontrou a quietude para a sua valiosa criação e vasta obra”. Natural do continente, Francisco Simões radicou-se na ilha em 1969. Foi aqui que concluiu a sua formação na Academia de Música e Belas Artes, em 1974.

Logo depois, iniciou um percurso pedagógico transformador. Foi o primeiro director da Escola da Ribeira Brava (1972-1975), “onde deixou uma marca indelével ao implementar um modelo de ensino humanista, centrado na arte como ferramenta de desenvolvimento pessoal e comunitário”, recorda o Grupo Parlamentar do Juntos Pelo Povo (JPP).

Numa nota à comunicação social, no seguimento da apresentação de um Voto de Pesar, o maior partido da oposição pede à Assembleia Legislativa da Madeira (ALRAM) que reconheça “o contributo inestimável prestado à Região, quer através da sua actividade docente inovadora, quer através do seu vasto legado artístico”.

Na Madeira, criou o Centro das Artes Francisco Simões, instalado na Quinta da Alegria e uma das suas últimas obras é “A Professora”, instalada sobre a ponte que liga a Calçada da Cabouqueira à Rua da Carreira.

Ao longo de décadas, Francisco Simões foi mais do que um artista: “Foi um embaixador da cultura madeirense e um defensor incansável da democratização do acesso à arte. O seu falecimento, ocorrido a 16 de Janeiro de 2026, deixa um vazio imenso no panorama cultural português e, em particular, na comunidade artística regional que o adotou como um dos seus maiores expoentes”, considera o Grupo Paralamentar do JPP.

A sua obra é um “legado único, encontra-se espalhada em todo o mundo, é marcada pela celebração da forma feminina e pela ligação à poesia”, reza a nota.


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