Socialistas criticam orçamento da Ponta do Sol, que fica “aquém das necessidades”


Os vereadores do Partido Socialista na Câmara Municipal da Ponta do Sol abstiveram-se, hoje, na votação do orçamento e plano do Município para 2026, informa um comunicado d0 partido.

Apesar de os documentos reflectirem algumas das opções do anterior executivo do PS, que transitam de ano, os socialistas não escondem a sua preocupação em relação àquilo que anteveem ser já uma mudança de estratégia desta vereação, assente no corte de verbas em áreas essenciais para o concelho e para a população.

Como exemplo, o PS aponta a redução de 40% nas verbas para o Ambiente, que passam de 3,2 milhões de euros este ano para apenas 1,9 milhões de euros em 2026. Como adverte Carlos Coelho, este corte de 40% penaliza, sobretudo, a construção de novas redes de águas, o alargamento da rede de saneamento básico e a modernização da ETAR, áreas que, refere, “são completamente abandonadas por este executivo”, ao contrário do que recentemente foi prometido à população.

Os vereadores do PS questionam também a inscrição de menos 200 mil euros nas despesas com pessoal, desconfiando que estejamos perante uma “ocultação de despesa com pessoal, subestimando valores de despesa corrente”, prática que contraria as normas legais em vigor.

Acresce o facto de, paradoxalmente, este executivo reduzir as verbas com o pessoal, mas inscrever no mapa de pessoal 38 novos postos de trabalho, situação que indicia que estarão a ser criadas as vagas, mas não há intenção de abrir os respetivos concursos públicos.

Os valores “irrisórios” inscritos para a habitação e para as soluções de estacionamento merecem igualmente reparos.

“Nem as famílias da Ponta do Sol têm neste orçamento uma resposta para ter acesso a uma habitação, nem se vislumbra a criação de bolsas de estacionamento para moradores que, ao mesmo tempo, ajudem a ordenar o estacionamento desregrado em zonas de grande procura turística”, constata o PS, criticando ainda o facto de a Câmara não avançar com a construção da Nave Desportiva na Madalena do Mar, infraestrutura essencial, tendo em conta que o Pavilhão já não comporta a atividade de todas as associações desportivas.

Para os vereadores socialistas, estamos perante um “orçamento com a inscrição de muitas promessas, mas sem verbas para a sua execução”.


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