
*Com Rui Marote
A administração portuária madeirense recusou entrada no porto do Funchal ao navio de cruzeiro “Odissey of the Seas”, um moderno paquete da “International Quantum Class” com 347 metros de comprimento e capacidade para transportar entre 4.198 e um máximo de 5510, além da tripulação de 1663 indivíduos. O navio procurava evitar condições de mau tempo nos Açores, e, se tivesse entrado, estaria hoje no porto funchalense. Acabou por seguir para Tenerife, Canárias.
Acontece que para hoje já estava prevista a chegada do “Mein Schiff Relax”, que, como já referimos, traz 5.571 pessoas (4.167 passageiros e 1.404 tripulantes) a bordo e é mais um gigante dos mares, com 333 metros de comprimento.
Contactada pelo FN, a APRAM alega que a decisão foi tomada por falta de espaço nas infraestruturas portuárias funchalenses.
No entanto a decisão não agradou a muitos dos que dependem das actividades turísticas que se sustentam com a vinda destes visitantes à Madeira. São menos uns bons milhares de turistas que poderiam contribuir para a economia local. Há mesmo quem entenda que se podia, sim, arranjar espaço suficiente no porto para acomodar os dois navios, mas a APRAM foi de opinião diferente.
Contactada a agência responsável pelo navio, a João de Freitas Martins, a mesma admitiu que a decisão não agrada naturalmente a muitos dos agentes económicos locais, e que isso é compreensível. Mas admite que só quem pode explicar a razão porque a decisão foi tomada é a administração portuária, uma vez que se tratou de uma “decisão muito técnica”, dependente de normas de segurança apertadas, que incluem o espaçamento obrigatório entre navios, a capacidade de amarração dos cabeços, etc.
Assim, naturalmente perdeu-se uma oportunidade para acolher mais uns milhares de turistas, mas a segurança e o espaço foram invocados pela APRAM como razões para a opção escolhida.
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