PCP diz que Pacote Laboral é afronta aos direitos dos trabalhadores

O PCP realizou hoje, no Funchal, uma jornada de contacto com os trabalhadores e com a população, alertando para os graves impactos que o pacote laboral apresentado pelo Governo da República do PSD/CDS terá na vida de quem vive do seu trabalho.

Durante a iniciativa realizada na Rua Dr. Fernão Ornelas, o dirigente do PCP Ricardo Lume afirmou de forma clara e contundente: “O pacote laboral do Governo da República é uma verdadeira declaração de guerra aos trabalhadores”. Segundo o comunista, este pacote representa uma violenta ofensiva contra direitos fundamentais conquistados com décadas de luta. O que o Governo propõe é um conjunto de medidas que agravam os baixos salários, facilitam os despedimentos sem justa causa, espalham a precariedade e desorganizam ainda mais os horários de trabalho, impondo mais exploração, mais insegurança e menos direitos.

A proposta ataca também os direitos das mães e dos pais, atingindo o núcleo dos direitos das crianças. E vai ainda mais longe: tenta enfraquecer a contratação colectiva, limitar o direito à greve e condicionar a acção e a organização sindical — instrumentos essenciais na defesa da dignidade e das condições de vida dos trabalhadores, denuncia o PCP.

Ricardo Lume sublinhou que esta acção de contacto com a população é apenas a primeira de muitas acções que o PCP vai desenvolver para denunciar e combater este ataque brutal aos trabalhadores e às suas famílias. O Governo do PSD/CDS está a fazer um ataque aos direitos laborais como nunca existiu desde o 25 de Abril de 1974, mas encontrará pela frente a força e a determinação da luta dos trabalhadores.”

O PCP apela à unidade, à mobilização e à luta de todos os trabalhadores. É na rua, nos locais de trabalho e através da acção colectiva que será possível derrotar este pacote laboral e abrir caminho a uma política que valorize o trabalho e os trabalhadores.

“No passado, foi com a luta que reconquistámos direitos roubados. Agora, será também com a luta que vamos travar e vencer esta ofensiva dos executores da política  de exploração e empobrecimento.”


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