CDU critica Câmara de Santa Cruz por causa do Vale dos Salgados

A candidatura da CDU à Câmara Municipal de Santa Cruz realizou, nesta tarde, no Vale dos Salgados, na freguesia da Camacha, uma iniciativa da campanha eleitoral onde o cabeça de lista desta candidatura, Énio Martins, criticou a Câmara Municipal de Santa Cruz pelo “abandono e esquecimento a que tem votado aquela localidade e aquelas populações do interior rural”.

Énio Martins criticou a Câmara Municipal de Santa Cruz “por nada fazer em favor do Vale dos Salgados”.

Énio Martins considerou que o Sítio dos Salgados exemplifica na perfeição o que tem sido a acção primeiro do PSD e depois do JPP em relação a um conjunto alargado de localidades do concelho de Santa Cruz: abandono e desprezo pelos direitos das populações.

“Ao longo dos anos não tem existido vontade política, tem faltado visão estratégica, têm-se criado assimetrias cada vez mais penalizadoras para as populações, para os munícipes. Não há investimento público virado para o desenvolvimento das localidades. Não existem planos estratégicos que contemplem a construção ou melhoria das acessibilidades, o alargamento da rede de saneamento básico, a revitalização das áreas habitacionais mais distantes dos centros das freguesias”, aponta.

E acusa a CMSC de ter vindo progressivamente a esquecer os munícipes. “Não existem preocupações com o desenvolvimento sustentado das localidades do concelho. Não há preocupações com a construção de um futuro melhor, com a criação de condições para uma vida melhor”, refere.

 “O Sítio dos Salgados e a sua população têm direito ao desenvolvimento, têm direito ao acesso a bens e serviços, têm direito à segurança e ao bem-estar e qualidade de vida. Este que constitui um dos primeiros núcleos de povoamento da Camacha deveria ser olhado com outros olhos, com olhos que promovam a recuperação de um legado histórico e patrimonial, com medidas que promovam a recuperação de uma identidade e de um legado próprios”, defendem os comunistas, que afirmam que “a CMSC não pode continuar de costas viradas para os seus munícipes”.

“Não pode investir (e muitas vezes mal) somente no Caniço esquecendo as restantes freguesias do concelho. O investimento público deve ser efectuado com equilíbrio e equidade, promovendo um desenvolvimento justo”, apontam.


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