Problema dos ecopontos sobrecarregados multiplica-se pela ilha

foto na Abegoaria, Caniço
Rui Marote
O Funchal Notícias abordou num artigo intitulado “Eco-pontos rebentam pelas costuras: pessoas não respeitam dias e horas” o acumular de lixo e mesmo de “monstros” de toda a sorte naqueles locais, incluindo colchões e pedaços de mobílias. Esse artigo gerou uma série de comentários dos nossos leitores, alguns inclusive apresentando contra-argumentação acerca do assunto, e dizendo que não se trata só de má cidadania.
Aparentemente, o fenómeno acontece em várias localidades da Madeira. Recebemos, por exemplo, da parte de um leitor, uma foto do Eco-ponto na Abegoaria, Caniço, dizendo que a Junta tinha sido informada há dois dias mas ainda não tinha havido resposta.
Esta “doença” é contagiosa e chega a outros concelhos. Mas há pessoas que alegam que se verifica também por incapacidade de resposta dos municípios.
Por exemplo, recebemos, de um leitor, um comentário que se refere aos serviços municipais do Funchal e que culpa a edilidade. O leitor em questão confessa que ele próprio já esteve na iminência  de colocar  o lixo à beira dos Eco-Pontos cheios.
O leitor diz que a CMF criou há anos um serviço de recolha irregular de materiais que obrigatoriamente terão de ser recolhidos com camiões próprios (electrodomésticos, metais, trapos, plásticos, frigoríficos, máquinas, mobiliário, fogões velhos etc.) Esse serviço é pago pelo munícipe caso a caso. Funcionou bem no princípio: era pedida uma recolha e logo no dia seguinte lá se apresentava uma equipa de recolha  na casa do munícipe, composta, além do condutor, por mais 2 ou 3 funcionários.
Porém, à medida que o serviço foi sendo conhecido cresceram as solicitações do mesmo e o nosso leitor disse que num caso recente, lhe chegou a casa apenas um homem que conduzia o camião, pelo que o próprio cidadão foi obrigado a auxiliá-lo ou a recolha seria impossível.
“Dizem só haver vaga daí um mês. Fiquei com folhas de palmeiras e restantes desperdício de podas  a apodrecer e secar no quintal com risco de incêndio”, confessa o leitor, que se queixa do serviço não ser reforçado e mais rápido.
“Coitados dos trabalhadores fazem o que podem sob o exigente horário e disciplina de trabalho”, comenta, considerando que é necessário a autarquia contratar mais pessoal para este serviço.
Os Eco-Pontos sobrecarregados, alega este leitor, podem até nem representar sempre “pessoas terceiro-mundistas”, mas apenas munícipes sem solução do município”, justifica.

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