Emprego sazonal anima mercado de trabalho com queda da taxa de desemprego para 6%

A Randstad Portugal divulgou a sua análise aos dados estatísticos do Instituto Nacional de Estatística (INE), do Serviço Público do Emprego Nacional (IEFP) e da Segurança Social, relativos ao mês de junho de 2025.

O mercado de trabalho português voltou a evidenciar sinais positivos em junho, com a taxa de desemprego a descer para 6%, menos 0,1 pontos percentuais face a maio e menos 0,3 p.p. do que no mesmo mês de 2024, segundo as estimativas mensais do INE. Esta evolução resultou de um aumento da população empregada em 8.300 pessoas, fixando-se o total em 5.227.800 trabalhadores, o que representa uma variação mensal de +0,2% e um acréscimo homólogo de +176.800 pessoas (+3,5%).

Também a população ativa cresceu em junho, com mais 2.900 pessoas, totalizando 5.563.300 ativos, impulsionada pelo crescimento do emprego. Como resultado, a taxa de emprego subiu para 65,1%, mais 0,1 p.p. face a maio e mais 1,2 p.p. em relação a junho de 2024 – sinalizando uma trajetória de crescimento sustentado no número de profissionais integrados no mercado de trabalho.

Segundo a análise da Randstad Research, este desempenho é impulsionado pela retoma sazonal associada ao verão, com maior dinamismo em setores como turismo, restauração, comércio e serviços pessoais, refletindo-se numa melhoria generalizada do mercado de trabalho.

De acordo com as estimativas do INE, o número total de desempregados em junho foi de 335.500 pessoas, o que representa uma redução de 5.300 face a maio (-1,5%).

Esta diminuição foi observada em todos os grandes grupos populacionais, com maior expressão entre os jovens dos 16 aos 24 anos (menos 3.600 pessoas, -3,6%) e entre as mulheres (menos 4.400 pessoas, -2,4%).

Já segundo os dados do IEFP, o desemprego registado caiu 2,5% face ao mês anterior, com menos 7.417 pessoas, totalizando 293.488 desempregados. Esta redução ocorreu em todas as regiões do país, com destaque para o Norte (-2.265 pessoas), Lisboa e Vale do Tejo (-1.835) e Algarve (-1.369). Em termos homólogos, a descida foi de 3,8%, com menos 11.458 desempregados face a junho de 2024.

Embora seja habitual uma redução do desemprego em junho devido à sazonalidade, o desempenho deste ano foi superior ao observado em 2024, tanto na variação mensal como na homóloga, refletindo uma melhoria consistente no mercado de trabalho. A maior queda absoluta registou-se entre os “trabalhadores de serviços pessoais e vendedores”, com menos 2.246 desempregados (-3,8%), seguidos dos “trabalhadores não qualificados” (-1,0%), “pessoal administrativo” (-882; -2,8%) e “profissões de nível intermédio” (-3,1%).

Analisando por setor de atividade económica, os serviços registaram a maior queda absoluta no desemprego registado, com menos 4.172 pessoas (-2,2%). Dentro deste setor, destacaram-se as atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio (-2,3%), seguidas do alojamento e restauração (-2,9%) e do comércio por grosso e a retalho (-1,7%).

Este desempenho positivo é fortemente influenciado pela dinâmica sazonal do verão, que impulsiona a procura por turismo, hotelaria, restauração e atividades de lazer. Tal contribui para a criação de emprego em várias profissões, com especial benefício para os trabalhadores de serviços pessoais, de proteção e segurança e vendedores –
incluindo cabeleireiros, esteticistas, empregados de limpeza e vigilantes –, que veem a procura pelos seus serviços aumentar significativamente neste período.

“Os dados de junho refletem uma evolução muito positiva, particularmente no início da época alta de atividade económica. A queda do desemprego em praticamente todos os segmentos populacionais revela não apenas os efeitos sazonais, mas também uma maior dinâmica de contratação em setores-chave. O desafio será manter esta tendência ao longo do segundo semestre”, sublinha Isabel Roseiro, Diretora de Marketing da Randstad Portugal”, afirma Isabel Roseiro, Diretora de Marketing da Randstad Portugal.

Segundo os dados da Segurança Social, a remuneração média por trabalho dependente declarada pelas entidades empregadoras foi de 1.544,83€ em maio, representando um aumento mensal de 1% e homólogo de 4,9% face a maio de 2024.

Lisboa continua a ser a região com os salários médios mais elevados (1.794,80€), enquanto Bragança (1.263,50€) e Beja (1.270,87€) registam os valores mais baixos. A diferença salarial entre Lisboa e Bragança é de 531,30€.


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